A paralisação de 24 horas é um protesto contra a reforma portuária recentemente aprovada pelo Congresso Nacional
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| Porto de Santos: a ameaça de greve no porto vem na esteira de um protesto de caminhoneiros que durou três dias na semana passada |
Sao Paulo - Estivadores no porto de Santos, principal complexo portuário do Brasil e o maior da América do Sul, planejam uma greve de 24 horas hoje quarta-feira para protestar contra a reforma portuária recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, disse um líder sindical.
Estivadores já protestavam na entrada do porto ontem terça-feira (9), dia de feriado no Estado de São Paulo, o que resultou em um engarrafamento de 3 quilômetros na rodovia que leva ao porto, disse a concessionária Ecovias, responsável pela estrada, no Twitter.
A Associação Nacional dos Estivadores, em Brasília, disse que os trabalhadores de outros portos decidiram contra a greve no dia 10 de julho e se juntariam, em vez disso, a uma variedade de categorias no Brasil que planejam uma greve geral em 11 de julho, mas o sindicato de Santos pretende ir adiante com a greve um dia antes.
"Tivemos uma reunião ontem, nada foi feito e amanhã vamos ter uma paralisação de 24 horas", disse Cesar Rodrigues Alves, representante do sindicato de estivadores do porto de Santos.
Os trabalhadores portuários temem que o movimento para privatizar terminais portuários, nos termos da legislação aprovada pelo Congresso em 16 de maio, possa levar a uma perda de postos de trabalho e benefícios, porque os operadores privados não seriam mais obrigados a contratar através da agência central, "OGMO".

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