A Justiça de Minas
Gerais determinou que seja feita uma certidão de óbito para Eliza Samudio,
ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. A decisão, de sexta-feira, foi publicada
ontem.
Com a decisão, a
Justiça reconhece a morte de Eliza, que desapareceu em 2010 e cujo corpo nunca
foi encontrado. O reconhecimento prejudica a principal tese da defesa de Bruno,
que afirma que a ex-amante está viva.
Tese que Eliza está viva, partiu do
ex-presidiário Luiz Henrique Timóteo, padrasto do Bruno que também é processado
por admitir que foi o responsável pelo Crime da Vassoura de Bruxa no Sul da
Bahia. Leia aqui
O pedido foi feito
pelo Ministério Público e pela mãe de Eliza, Sônia Moura, com
base no julgamento do ex-secretário do jogador, Luiz Henrique Ferreira Romão, o
Macarrão -o júri considerou que Eliza foi assassinada.
Macarrão foi
condenado em novembro a 15 anos de prisão, incluindo a pena por homicídio.
Bruno, ao trocar de advogados, conseguiu adiar o julgamento para março.
"Se já existe
uma decisão que reconhece a morte da vítima, não faz sentido determinar que
seus genitores ou seu herdeiro percorram a via-crúcis de outro processo para
obterem outra sentença judicial que declare a morte de Eliza Samudio",
escreveu a juíza Marixa Rodrigues.
A defesa do goleiro
considerou a determinação da juíza "esdrúxula" e disse que ela
influencia no novo julgamento. "A juíza está tomando a decisão que cabe
aos jurados. Ela já decretou, já decidiu que Eliza morreu", afirmou o novo
advogado de Bruno, Lúcio Adolfo da Silva.

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