quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Caminhada # VEM PORTO SUL

VEM PORTO SUL… 
VEM… E MOSTRA QUE É POSSÍVEL DESENVOLVER E CUIDAR. 
VEM… E MOSTRA QUE É POSSÍVEL DESENVOLVER E CONSERVAR. 
VEM… E MOSTRA QUE É POSSÍVEL DESENVOLVER E ASSEGURAR O FUTURO. 
VEM… E CRIA NOVAS OPORTUNIDADES PARA NOSSO POVO.


Percebemos que mesmo de forma reduzida que mais pessoas se sentem parte da biodiversidade e assumem, cada vez mais, suas responsabilidades frente as questões ambientais. Para a  população é importante o cuidado e a proteção do meio ambiente, destacando que este cuidado é necessário à nossa sobrevivência para as futuras gerações. Mas, na prática, a realidade é bem diferente, a população ainda apresenta hábitos predatórios ao meio ambiente e à sua própria qualidade de vida, esquecendo se que todos os atos por menores que sejam tem um reflexo importante no somatório, porém, aumenta a disposição para atitudes proativas. 



Tomam para si às dores sensacionalistas do ambientalismo extremista, alimentado por meio de um jornalismo sem os princípios mais elementares que parecem ter sido abandonados. Há uma nova geração de repórteres, blogueiros que se dizem “ambientalistas”, que se submetem a realizar matérias histéricas e alarmistas em troca de empregos ou de garantia de uma boa remuneração. Uma distorção proposital nessa mídia no que se refere às questões ambientais, esse viés cresceu ao ponto de atingir a histeria irracional. O resultado disso é que o público está largamente desinformado sobre esta e outras questões ambientais de forma honesta.


Atividades em APP e APA por aqueles que se opõem ao  Porto Sul! 
Boa parte dessa população que se opõe as grandes obras estruturantes, fomentado pelo radicalismo ambiental, via imprensa, esquece da parte mais elementar de cuidar do meio em que vive. Os exemplos de ações como a prática simples como aderir a uma campanha para reduzir o consumo de sacolas plásticas, que depende da atitude individual encontra dificuldades, a grande maioria não tem o hábito de levar a própria sacola ou carrinho ao supermercado. Boa parte ainda possuem hábitos prejudiciais, sobretudo no descarte incorreto de itens como pilhas, baterias e lixo eletrônico, copos e canudos plásticos. A maior parte da população ainda não separa lixo de acordo com sua categoria. Eu não percebo os defensores radicais protegendo os mananciais, os manguezais das invasões! Por que será? A explicação é que esses atos não dão ibope.

UMA NOVA ERA DE CONSCIÊNCIA ESTÁ NASCENDO...

Hoje o bom senso nos orienta que devemos conservar e produzir. Cuidar do meio ambiente, das pessoas e da economia do espaço onde se vive, ou seja, um Desenvolvimento Sustentável. Podemos se desenvolver sem a destruição dos recursos naturais, que é apenas parte do problema. Todo espaço usado para o desenvolvimento de qualquer ordem terá que ter uma compensação espontânea por parte de quem o faz. Mas, essa consciência deve ser nascer por meio da educação e orientação das novas gerações. Não devemos deixar de se desenvolver e ficar a margem de outras regiões, desde que tenhamos os cuidados necessários para evitar os impactos negativos e/ou recompor de forma responsável.De acordo com Dr Evaristo Eduardo de Miranda, chefe-geral da unidade de monitoramento por satélite da EMBRAPA:
“O ambientalismo não entendeu o conceito de desenvolvimento sustentável. (...) outra tendência perigosa é tratar o assunto de maneira apocalíptica. Só se preveem coisas ruins com as mudanças climáticas. É preciso trazer outros pontos de vista. É preciso lançar um pouco de racionalidade à questão, sobretudo quando se trata de hipótese inverificável. É curioso como os cientistas, senhores da razão e ateus, adotam nessa hora uma linguagem totalmente religiosa. Eles falam de toda a teologia do fim dos tempos, das catástrofes, do homem vitimado e castigado com o dilúvio, como Noé”.

Não resta dúvida que a questão ambiental caminha rumo a um entendimento muito mais maduro e equilibrado. Para uma convivência pacifica que atenda a todas as necessidades do homem e da natureza de forma sustentável. Ainda vivemos os reflexos de dois antagonismos: O Capitalismo Selvagem que mergulhado n ganancia incompreensível de destruir radicalmente tudo para plantar oceanos de cultivos voltados para o agronegócio e o Extremismo Ambiental que acha que tudo deve ficar intocável. Ou chegamos a um consenso ou do contrário teríamos contestar as estradas e a extensão das terras cultivadas, parar a construção de barragens, denunciar os danos das barragens existentes, libertar os rios represados e devolver à vida selvagem milhões de acres de terra atualmente explorados. Deveríamos retroceder e ficar as escuras sem as hidrelétricas, viajar em lombos de animais, embarcações a vela ou a vapor?Veja o que diz  Patrick Moore, Co-fundador da Greenpeace – “ A outra razão pela qual o extremismo ambiental surgiu foi o fracasso do comunismo mundial. O muro caiu, e um monte de pacifistas e ativistas políticos migraram para o movimento ambientalista trazendo seu neo-marxismo consigo. Aprenderam a usar a "língua verde" de um jeito muito inteligente para disfarçar programas que na verdade tinham mais a ver com anticapitalismo e antiglobalização que com ecologia ou ciência".

 DISTORÇÕES DE PENSAMENTOS

Veja como pensa alguns ambientalistas extremistas a exemplo :

Ted Turner, bilionário fundador da CNN: “O ideal seria que a população mundial fosse de 250-300 milhões de pessoas, quer dizer uma diminuição de 95% dos níveis atuais.”.

Jacques Yves Cousteau: “Para estabilizar a população mundial nós devemos eliminar 350.000 pessoas por dia. É horrível dizê-lo, mas é igualmente horrível não dizê-lo”. (Courrier de l'Unesco).

Paul Ehrlich, no livro “The Population Bomb”, Ballantine Books 1968: “Um câncer é uma multiplicação descontrolada de células; a explosão populacional é uma multiplicação descontrolada de pessoas... Nossos esforços devem passar do tratamento dos sintomas para a extirpação do câncer… Nós devemos ter um controle populacional… compulsivo se os métodos voluntários fracassam”.

Vejam que as alternativas de controle social dos ambientalistas mais radicais chega a ser tão cruel quanto às medidas aplicadas pelos fascistas.

"A maior ameaça à liberdade, à democracia, à economia de mercado e à prosperidade hoje em dia é o ambientalismo, não o comunismo. A ideologia ecologista quer substituir o livre e espontâneo desenvolvimento da humanidade com uma espécie de planificação central que agora é chamada de global”. Václav Klaus, ex-presidente da República Checa.

A grande dificuldade dos extremistas é que criticam mais na hora de apresentar alternativas viáveis dão exemplos vagos. Insistem nas “energias renováveis”, mas seu discurso fica incompreensível quando se constata que não há ainda tecnologia que torne esses recursos substitutos viáveis das energias convencionais. Apontam para a vocação natural, mas não mostram a viabilidade de projetos que possam atender a todas as necessidades do povo.

O DISCURSO DIFERENTE DA PRÁTICA

Como posso ser contra o desenvolvimento que para plantar tem que desmatar, se na hora de consumir uso a soja e seus derivados, carne bovina e outros produtos que sacrificam milhões de hectares de matas para abastecer o mercado e movimentar o mercado de trabalho e financeiro? É fácil fazer o discurso do corretamente ecológico sem se auto sacrificar. 

Todos os ambientalistas radicais que conheço usufruem de aviões, carros, roupas de marca que usam tanto material sintético (Industrial) como o algodão (natural), esse sacrifica milhões de hectares do bioma do cerrado. Para mudar a forma de pensar da grande maioria teremos de mudar as atuais formas globais de produção, consumo e mercado já causaram uma destruição massiva do meio ambiente, incluindo as espécies animais e vegetais sem a menor preocupação de compensação. 

Existem alternativas sim, mas para isso teríamos que abrir mão de uma série de confortos e facilidades que estão ao nosso alcance via mercado industrial. Abrir mão de computadores, celulares e uma infinidades tecnológicas que dependem do sacrifício das minas de ferro, níquel, prata, ouro , etc. Existem dois caminhos alternativos a seguir os quais a humanidade terá que se auto educar: Conviver pacificamente com o desenvolvimento de forma equilibrada compensando os impactos e fiscalizando os atos de quem produz, garantindo o tripé da sustentabilidade e mantendo assim as garantias e usufruto das beneficies do desenvolvimento; ou retomar a vida agropastoril onde cada família vive em seu meio sem nenhuma influência tecnológica formando comunidades filosóficas que se sustentam de tudo que produz entre si numa forma de escambo!


SERÁ QUE TODOS ESTÃO PREPARADOS PARA UMA MUDANÇA COMO SUGERE:


James Cameron ‒ “Gente, nós temos que evoluir mentalmente e filosoficamente para algo que nunca existiu antes. Nós precisamos nos transformar num povo tecno-indígena da Terra toda, não de um Estado, mas de um planeta” (Sillicon Valley, oct 2010) ;

Paul Singer “o padrão de consumo no mundo vai ter que mudar. Teremos que fazer um só automóvel levar mais gente, criar bolsões de bicicleta e ciclovias, entre outras coisas. O aquecimento global deve ser contido o mais depressa possível. Teremos que voltar a uma dieta de cereais. Seremos condenados à fome se não mudarmos nossa forma de alimentação.”



quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Presidente da Bamin fala sobre ferrovia e Porto Sul na Assembleia

Eduardo Ledsham, em audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Com o objetivo de transformar a Bahia no terceiro maior produtor de ferro do país, a Bamin só aguarda o fim do processo de desapropriação em Ilhéus para inciar as obras do Porto Sul. Por ele e a Ferrovia Oeste-Leste (Fiol), cuja conclusão das obras ficará a cargo da inciativa privada, a empresa estima exportar 18 milhões de toneladas de minério por ano e redesenhar o mapa da mineração no Brasil. As expectativas foram feitas pelo presidente da Bamin, Eduardo Ledsham, em audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

O evento foi promovido pela Comissão Especial da Ferrovia de Integração Oeste Leste e do Porto Sul da ALBA, presidida pelo deputado Antonio Henrique Jr. (PP), e contou ainda com as participações do chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Luiz Gugé; e o assessor de Estudos Técnicos da Federação das Indústrias do Estado (Fieb), Maurício Pedrão. Antes da audiência, Eduardo Ledsham se reuniu com o presidente da Assembleia, Nelson Leal (PP), e adiantou algumas informações sobre essas duas obras consideradas essenciais para o desenvolvimento da Bahia.

Na audiência pública, o presidente da Bamin afirmou que o investimento da empresa chegará a R$10 bilhões na mina e no Porto Sul, em Ilhéus. “Os empreendimentos da Bamin vão gerar mais de 10 mil empregos diretos e 60 mil indiretos, durante a implantação, e de 1.500 empregos diretos e 9 mil indiretos na operação”, contabilizou Ledsham, no encontro. Ainda segundo ele, a empresa está comprometida com desenvolvimento regional e tem a meta de contratar pelo menos 60% da mão de obra local. “Em Ilhéus já concluímos o treinamento de 400 pessoas que estarão preparadas para trabalhar no Porto Sul assim que as obras comecem”, afirmou.

Para o início das obras do Porto Sul, Eduardo Ledsham explicou que a empresa só aguarda agora o processo de conclusão das desapropriações, cuja responsabilidade é do Governo do Estado. “Ainda existe uma disputa judicial para se resolver”, explicou o presidente da Bamin. De acordo com ele, todo licenciamento ambiental das obras do porto já está resolvido. “O licenciamento demorou sete anos para sair, mas hoje está concluído”.

Só no Porto Sul, segundo ele, o investimento da Bamin chegará a R$4 bilhões. “O terminal terá capacidade de movimentar mais de 40 milhões de toneladas por ano e terá uma infraestrutura moderna e altamente avançada para garantir eficiência”, afirmou Ledsham. O equipamento, acrescentou, poderá receber grandes embarcações de até 220m de comprimento e calado com carga total de 18,3m. De acordo com Ledsham, o porto não só escoará a produção de minério da Bahia, mas também de fertilizantes e grãos produzidos sobretudo no Oeste baiano.

Para que isso aconteça, lembrou ele, é necessário a conclusão da Ferrovia Oeste-Leste. Depois de pronta a Fiol, que foi dividida em quatro trechos, será integrada à Ferrovia Norte-Sul, aumentando a capacidade de exportação por estas duas vias. O primeiro trecho, de Ilhéus a Caetité, com extensão de 537 km, já tem cerca de 72% de execução física da obra completada. O restante será concluído pela inciativa privada.

Para tanto, continuou o presidente da Bamin, o governo deve leiloar para concessão da iniciativa privada esse primeiro trecho ainda este ano. “É preciso que isso seja feito logo, porque a cada dia que se adia o leilão, mas reinvestimento é necessário para se manter a estrutura atual”, afirmou ele. Quando concluída, a Fiol terá 1.527 km de extensão e ligará o Porto Sul a Figueirópolis, no Tocantins, onde será conectada à Ferrovia Norte-Sul.

No final da audiência, o deputado Antônio Henrique Jr. informou que os integrantes da comissão farão uma visita tanto às obras do Porto Sul como do primeiro trecho da Fiol. “Queremos ver de perto o andamento dessas obras estruturantes para a Bahia”, afirmou o presidente do colegiado. Eduardo Ledsham disse que será um prazer receber os deputados e afirmou que eles poderão inclusive percorrer um trecho da ferrovia. “Temos recebido a visita de muitos prefeitos e vereadores de municípios próximos, além de estudantes que se interessam muito ao descobrir a importância do setor de mineração”, disse  Ledsham.

Fonte: https://www.al.ba.gov.br/midia-center/noticias/37886

terça-feira, 27 de agosto de 2019

COMPLEXO INTERMODAL PORTO SUL...

Este empreendimento é um vetor de desenvolvimento regional, por si só não será a solução dos centenários gargalos, mas certamente criará uma rede de alternativas. A ZPE que a mais de vinte anos não sai do projeto terá a oportunidade de se desenvolver e ajudar a retomar o parque moedor de cacau, as empresas de informáticas e muitas outras, obviamente usando o Distrito Industrial de Ilhéus que parou no tempo.

A Bahia Mineração é uma empresa brasileira que, por meio de sua operação, contribuirá para o desenvolvimento social e econômico da Bahia e de sua gente. Para extrair, beneficiar, escoar e comercializar 20 milhões de toneladas por ano de minério de ferro, serão criados 6,6 mil vagas de empregos em Caetité – cidade do semi-árido – e em Ilhéus, município que há 20 anos vive contínuo declínio econômico por conta da crise da lavoura cacaueira.
A Bamin prevê investimento total de US$ 3 bilhões no Projeto Pedra de Ferro, que consiste na extração e beneficiamento de minério de ferro em jazidas nas cidades de Caetité, transporte desta carga pela Ferrovia de Integração Oeste – Leste (Fiol) e escoamento do produto via Terminal de Uso Privativo a ser construído no Complexo Porto Sul, em Ilhéus.

O texto abaixo é em resposta alguns questionamentos e e aos fakes midiáticos que tem como propósito criar uma imagem negativa no consciente popular.

“A resistência contra o projeto decorre de que as obras impactarão diretamente um corredor ecológico de remanescentes da Mata Atlântica numa área de vocação turística e agrícola - especialmente pela cultura do cacau através da cabruca, técnica agroflorestal em que o cacau é cultivado sombreado por espécies arbóreas.”

Vivemos diariamente um êxodo juvenil

Não consigo conceber como pessoas que aqui vivem e sabem das dificuldades naturais da Cidade de Ilhéus e região em conseguir atender as demandas dos jovens e dos demais habitantes que não conseguem colocações e espaço para trabalhar, sendo obrigados muitas vezes aceitar o destino de ter que partir para outras plagas, deixando para trás as famílias, na tentativa de encontrar uma oportunidade, mesmo distante daqueles que amam.
Um dos graves problema da região cacaueira que vem sendo registrado é a saída dos mais jovens do campo e as chamadas migrações internas, que acontecem quando determinados grupos populacionais se deslocam dentro de uma mesma localidade geográfica. A principal causa desse fenômeno é a falta de oportunidades na terra natal, que faz com que essas pessoas se mudem para outras regiões em busca de trabalho. 
De acordo com o IBGE A estimativa da população brasileira divulgada nesta quarta-feira (28/08/2019) (veja mais aqui ) mostrou que, entre os 10 mais populosos municípios baianos, apenas Ilhéus teve perda de habitantes. A cidade do Litoral Sul baiano diminuiu cerca de 1,52% da população. Em 2018, a estimativa era de 164.844 e neste ano ficou em 162.327.
As migrações internas mais comuns nos centros das medias e grandes cidades são jovens que depois de formados em cursos médios ou superior, partem para outros destinos em busca de colocações. E no meio rural são o  êxodo rural, que acontece quando populações rurais se mudam para cidades grandes, geralmente em busca de emprego. Esse tipo de migração costuma ser definitiva. Ocupam a periferia e acabam invadindo os espaços de APPs , a exemplo de manguezais do Teotônio Vilela, São Domingos, Tulha e etc.
O grande desafio gerado por essas migrações é a dificuldade de se formular políticas públicas para esses.

"Vocação turística" - O turismo  como alternativa não atende as necessidades locais

A beleza do litoral ilheense de norte a sul é exuberante, no entanto, o  turismo que eles indicam como alternativa é temporão e não é capaz de atender a grande disposição de mão de obra e quando consegue é por pouco tempo, no máximo 4 meses. As milhares de pessoas que descem em Ilhéus usam a cidade como ponto de passagem e apoio para dormir e no dia seguinte seguir para Comandatuba, Itacaré , Barra Grande e outros destinos mais. Mesmo Ilhéus tendo lindas praias, historia não consegue firmar sua vocação natural no turismo. Talvez, com as demandas comerciais surjam os complementos a exemplo do turismo de negócios trazendo novas redes comerciais.

"Cultura do cacau através da cabruca, técnica agroflorestal" O cacau existe a mais de 200 anos em nossa região e não resolveu os principais gargalos!

O cacau que sempre foi o carro chefe da economia regional, mesmo em seu tempo áureo não conseguiu estruturar a cidade. Seus habitantes preferiam usar o dinheiro do lucro do cacau, na época, apenas as sementes, usufruindo em outras regiões, viajando, comprando imóveis em Salvador, Rio, São Paulo e até no exterior. As fazendas eram administradas por homens subjugados á pagamentos pífios. As terras eram sugadas em seus minerais e proteínas, por meio de seus frutos, e nada em troca recebiam, numa verdadeira vida de *GIGOLOS DA TERRA . Esses herdeiros do cacau, nunca se preocuparam com a natureza, biodiversidade, sempre derrubaram e queimaram as terras. Por sorte da Mata Atlântica a cacauicultura é uma cultura exigente em sombreamento, dai surgiu a pratica da cabruca que conservava algumas plantas nativas como sombreamento.
Hoje com uma crescente demanda por chocolates, a região acordou, antes tarde do que nunca, para o chocolate gourmet o que começa a despertar o interesse de empresários que adquirem propriedades de cacau na mão daqueles que nunca souberam administrar e começam a dar outro rumo  para economia regional, mas que ainda tem muito a apreender.
Devemos fortalecer a CEPLAC (Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira da Bahia e Espirito Santos) e o trabalho de seus pesquisadores e extensionistas na melhoria da qualidade e da produtividade das áreas que hoje existem, sem a necessidade de expandir, apenas melhorando a cultura em parceria com o Bioma de Mata Atlântica, reflorestando e pondo em prática a "pratica que foi muito usada pelos desbravadores da região a CABRUCA".



SER CONTRA APENAS POR SER, SEM APRESENTAR ALTERNATIVAS CONCRETAS,
 NÃO É PARTICIPAR E SIM ATRAPALHAR!


Além dos velhos e conhecidos opositores a exemplo dos Empresários e algumas Ongs, surge também um grupo de estrangeiros de várias nacionalidades que resolveram viver sitiados no entorno dessas áreas, principalmente Serra Grande, numa espécie de movimento de contracultura.
O mais interessante é que esse mesmo grupo que se opõe ao desenvolvimento, boa parte faz parte desse perfil descrito acima que trás no DNA o ranço de se opor a tudo. Não se preocupam com os herdeiros, pois a grande maioria já estão fora desse eixo a muito tempo, morando em outras partes do país. Nunca estão satisfeito, se opuseram à aponte, provocando um atraso de 2 anos, foram contra a construção do Novo Hospital (Costa do Cacau), mesmo sabendo que o anterior, Hospital Regional estava decadente e era fruto de denuncias diariamente. Tudo que for para o bem de Ilhéus vai aparecer um desses que se opõe. Mas, nenhum deles dão uma alternativa viável.

A Bahia tem a maior concentração de unidades de conservação

Uma região que tem uma população tão grande, com altos índices de pobreza e desempregos não pode transformar todo seu território em áreas de restrições ambientais! O meio Ambiente é fundamental para todas as gerações de forma sustentável, onde as obras possam conviver de forma equilibrada  e ao mesmo tempo servir a geração contemporânea e a futura.

Fala se em unidade de conservação como se isso fosse um obstáculo! Muito pelo contrário. A Bahia e em especial a zona litorânea tem um vasto investimento em áreas protegidas em várias classificações ( Veja Aqui). O que todos que se opõem ao complexo intermodal deveriam ou até exigir dos poderes públicos que cuidassem melhor das unidades de conservação. De nada adianta criar parques, Apas e abandonarem !

Vejam as informações sobre as Unidades mais próximas do Futuro Complexo

O Parque Estadual da Serra do Conduru (9.275 hectares); está fora da área de amortização e é depredada cotidianamente por madeireiros clandestinos, caçadores, mas não vejo ninguém reclamando, pondo matérias, fazendo manifestações!
Seguindo o mesmo caminho está APA da Costa de Itacaré/Serra Grande (62.960 hectares).
No entorno da APA da Lagoa Encantada e Rio Almada (157.745 hectares) já tiraram toda madeira de lei, há diversas derrubadas para implantar pastagens não há fiscalização nenhuma. 
No entorno da Lagoa Encantada

Entorno da Lagoa  Encantada


A APA Baía de Camamu está distante foi aqui citado apenas para figurar e tentar chamar a atenção num jogo de cena típica de convencimento por meio de fatos mentirosos;

O Parque Municipal da Boa Esperança (437 hectares), desde sua criação nunca foi feito nada nem pelo poder público municipal e muito menos por alguma ONGs, os moradores dos arredores tiram madeira para lenha e construções e se transformou em um local de esconderijo de "fugitivos urbanos". 
O Parque Municipal Marinho dos Ilhéus (5 hectares), criado depois do projeto está tramitando com o propósito de tentar atrapalhar.

Fato

A maioria dos que estão contra o Porto Sul são os mesmos que fazem vistas grossas para tudo que está acontecendo de errado a exemplo de invasões de mangues por pessoas que não possuem casas, poluição de lençóis freáticos por fossas sépteis, poluição da Bahia do Pontal por moradores e comerciantes na Lomanto Junior, os despejos de esgotos a céu aberto nas praias do Sul. São proprietários de Resorts, Pousadas , Hotéis, sítios, casas sofisticadas a exemplo do dono da Natura que construiu várias casas em uma Área de Proteção Permanente (APP), sem falar que já adquiriu quase todas as áreas no entorno de Serra Grande. Hoje a prefeitura de Uruçuca se quiser fazer qualquer obra tem que pedir licença ao mesmo.

FAKEs

A dinâmica utilizada pelos empresários que não desejam o complexo intermodal é de forma obscura contratar mídias e arrebanhar seguidores para tentar inviabilizar. São tão perigosos que criam Fakes para tentar convencer as pessoas com fatos inexistentes.
Chegam ao absurdo de dizer que vão usar a água do Rio Almada e da Lagoa Encantada para lavar os minérios!
Dizem que os mangues berço da vida marinha vão ser destruídos...Quem visitar os manguezais da região norte de Ilhéus verá que a mais de 20 anos estão invadidos por pessoas que não têm residência e fizeram do local seu habitat e mais uma vez o poder público local não tomou nenhuma providencia e muito menos movimentos de denuncias?

"O porto está no maior ponto pesqueiro da região, onde existem cerca de 10 mil pescadores que vivem da atividade artesanal”. afirmou Mendonça.

Outro aspecto da manipulação da verdade é dizer que na região tem 10 mil pescadores, nem reunindo todos os pescadores ao longo de todo litoral atinge esse número, fora os cadastro falsos que existem nas colônias onde pessoas que nunca pisaram em rio, mar ou lago que  são cadastrados como pescador para receber o beneficio do defeso. E o local não é o maior ponto pesqueiro. O litoral baiano todo é um grande pesqueiro.


USAM FAKES CHAVES PARA DESINFORMAR

"O minério de ferro é poluente e espalha o pó de ferro, altamente tóxico e capaz de viajar com o vento quase 100 km. Faz mal à respiração, contamina a água e a agricultura, e pode, assim, prejudicar a produção de cacau", disse Gabriel Siqueira. Os impactos tanto para a saúde da população quanto para o meio ambiente podem ser maiores do que a vida útil da própria mina de ferro, estimada em 15 anos.

O importante não é ficar contra! Mas acima de tudo acompanhar, fiscalizar e exigir. A radicalização não é alternativa para nenhuma nação. O Japão é uma nação que esbanja exemplos de convivência entre grandes obras estruturantes e o meio ambiente.

Nada do que é dito acima corresponde a realidade veja aqui todo processo do ferro. Em Ilhéus não haverá siderurgias e nem tratamentos do material. O mesmo vem em vagões no formato pelotizado com areia e amido sem causar suspensão de resíduos e será embarcado em porões dos navios cargueiros por meio de esteiras fechadas.



* Título do meu futuro livro



segunda-feira, 26 de agosto de 2019

A MATA ATLÂNTICA NO ESTADO DA BAHIA

Meio Ambiente

Sul da Bahia é Destaque em Conservação
“A Mata Atlântica na Bahia distribui-se por cinco regiões: Chapada Diamantina-Oeste, Litoral Norte, Baixo Sul, Sul, Extremo-Sul. Essas regiões apresentam características ecológicas, histórias de ocupação humana, usos do solo e pressões antrópicas distintas. Diversos ciclos econômicos sucederam-se nos domínios da Mata Atlântica na Bahia: pau brasil, cana-de-açúcar, ouro, diamantes, café, jacarandá, gado, algodão, cacau e recentemente monocultura de eucalipto”.

“Das cinco regiões da Mata Atlântica na Bahia, três situam-se ao sul da Baía de Todos os Santos no Corredor Central da Mata Atlântica (CCMA)”.

“Na Bahia, o CCMA estende-se por um vasto território limitando-se ao norte pelo Rio Paraguaçu (na Baía de Todos os Santos) e ao sul pelo Rio Mucuri, na divisa com o Estado de Espírito Santo”.

No Extremo Sul da Bahia - está localizada a maior concentração florestal nativa protegida, compreendendo três parques nacionais: Descobrimento, Monte Pascoal e Pau-Brasil na parte terrestre, com cerca de 50.000 hectares de matas e o Parque Nacional Marinho Abrolhos, com 90.000 hectares. As pequenas bacias hidrográficas protegidas por estes parques nacionais são extremamente importantes não só para a biodiversidade da Mata Atlântica, como também para os recifes de coral e outros ecossistemas marinhos do Banco de Abrolhos e do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, a zona mais rica em recifes de coral do Atlântico Sul”.

No vasto território da Mata Atlântica baiana, além dos três grandes Parques Nacionais, as demais unidades de conservação de proteção Integral são: Reserva Biológica de Una, Parque Estadual Serra do Conduru e Estação Ecológica de Wenceslau Guimarães. Todas essas UCs continentais juntas representam cerca de 78.000 hectares de florestas protegidas.

No Domínio da Mata Atlântica da Bahia há ainda 32 Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Estaduais englobando, além de florestas continentais, mangues, ilhas, bancos coralíneos e outros ecossistemas associados. Além dessas UCs, cerca de 60 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) juntas protegem mais de 9.510 hectares de ecossistemas”.

“O CCMA representa cerca de 75% da região biogeográfica “Bahia”, conforme análise efetuada por Silva e Casteleti (2001), abrangendo diferentes tipologias da Mata Atlântica: floresta ombrófila densa; manguezais; restingas; floresta semidecídua; floresta ombrófila aberta”.

Foram criadas 36 áreas de proteção ambiental (APA), totalizando 128 Unidades de Conservação cadastradas no estado, instituídas por decretos e portarias federais, estaduais e municipais. A incidência das APA se deve a sua adequação e orientação às atividades humanas sendo mais flexíveis. Considerando os diferentes biomas, cerrado, caatinga e floresta (Mata Atlântica), constata-se que com maior percentual de Unidades de Conservação encontra-se em áreas de florestas devido à sua fragmentação e estado de degradação. As Reservas Particulares surgem como opção de preservação totalizando 60 unidades.

Na Região Metropolitana de Salvador, estão situadas algumas áreas verdes e parques que guardam grandes espaços de vegetação. São eles: o Parque Metropolitano de Pituaçu, o Parque Metropolitano Lagoas e Dunas do Abaeté, o Parque Zoobotânico Getúlio Vargas (ou Jardim Zoológico de Salvador), o Jardim Botânico de Salvador, o Parque da Cidade Joventino Silva (ou Parque da Cidade).

No Baixo Sul, região formada pelos municípios de Nilo Peçanha, Camamu, Cairu, Igrapiúna, Ibirapitanga, Ituberá, Piraí do Norte, Taperoá, Valença, Maraú e Presidente Tancredo Neves, é considerado como um mosaico de Áreas de Proteção Ambiental (APAs), (18) sendo constituído por cinco delas: Pratigi, Guaibim, Caminhos Ecológicos da Boa Esperança, Tinharé/Boipeba e Baía de Camamu. As riquezas naturais — matas, praias, rios, cachoeiras, manguezais, restingas, constituem a maior parte de sua paisagem.

Unidades de conservação

Como em todo o Brasil, na Bahia também existem áreas de preservação e conservação, que são geridas pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, protegidas por lei e têm sua função determinada pelas categorias de Proteção Integral e Uso Sustentável, definidas pela Lei 9985 de 2000, Sistemas de Unidades de Conservação (SNUC), e uma delas é a educação ambiental. Abaixo estão listadas as áreas de conservação e preservação localizadas na Bahia.

Além das UC existentes, há projetos de criação outras áreas para proteger os vestígios de mata Atlântica que ainda sobrevive no sul e extremo sul da Bahia, a exemplo do Monumento Natural de Pancada Grande na divisa entre os municípios de Ituberá e Igrapiúna com uma área de 613 hectares; Refúgios de Vida Silvestre e o Parque Nacional de Boa, Nova abrangendo os municípios de Boa Nova, Manoel Vitorino e Dário Meira. Área de Proteção Ambiental e Parques Nacional e Estadual do Alto Cariri no limite de Minas Gerais e Bahia e Parque Nacional das Serras das Lontras, Javi e Quati nos municípios de Una e Arataca em 16 520 hectares.

PARQUES CRIADOS POR DECRETOS

Através de decretos e portarias federais foram instituídos sete parques nacionais no estado da Bahia. São eles:

1. O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, fica localizado no arquipélago marinho de Abrolhos, no sul do litoral baiano. Foi o primeiro parque nacional marinho do Brasil.

2. O Parque Nacional da Chapada Diamantina, fica localizado na Chapada Diamantina, abrangendo cinco municípios baianos

3. O Parque Nacional do Descobrimento, fica localizado no município de Prado e faz parte das Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento. Apesar de ter forte potencial para o turismo ecológico, ainda não está aberto aos visitantes.

4. O Parque Nacional Grande Sertão Veredas, fica localizado entre os estados de Minas Gerais e Bahia

5. O Parque Nacional de Monte Pascoal, fica localizado na Costa do Descobrimento e também faz parte das Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento

6. Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, fica localizados entre os estados de Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins. Foi criado pelo IBAMA através do Decreto de 16 de julho de 2002 e com uma área de 729 813,551 hectares.

7. O Parque Nacional Pau Brasil, fica localizado na Costa do Descobrimento e também compõe as Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento.

Parques Estaduais

8. O Parque Estadual da Serra do Conduru, fica localizado entre os municípios de Ilhéus, Itacaré e Uruçuca e possui 9 275 hectares de área.

9. O Parque Estadual Morro do Chapéu, fica localizado no município de Morro do Chapéu, incluso na bacia hidrográfica do Rio Paraguaçu

10. O Parque Estadual Sete Passagens fica localizado no município de Miguel Calmon. Nesse parque fica as nascentes das bacias hidrográficas do Rio Paraguaçu e do Rio Salitre e está incluso também bacia do Rio Itapicuru.

11) O Parque Nacional de Boa Nova tem 12.065 hectares e foi criado em junho de 2010 juntamente com um Refúgio de Vida Silvestre de 15.024 hectares, objetivando proteger uma importante área na transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica.

Parque Estadual

Os Parques estaduais são áreas dotadas de atributos excepcionais da natureza, criados com a finalidade de proteção integral da flora, da fauna, do solo, da água e de outros recursos e belezas naturais, conciliando a utilização para objetivos científicos, educacionais, de recreação e de turismo ecológico.

1) Parque Estadual do Morro do Chapéu

Decreto de Criação:
Decreto estadual nº 7.413 de 17 de agosto de 1998

Importância do Parque Estadual do Morro do Chapéu
A área do Parque Estadual do Morro do Chapéu está inserida em uma região de elevado significado cênico/turístico da Chapada Diamantina e tem como objetivos básicos assegurar a proteção de inúmeras espécies de animais raras e ameaçadas de extinção, preservar a vegetação característica, campo rupestre e um ecótono cerrado/caatinga, bem como proteger os sítios arqueológicos existentes na área.

Localização e área

O Parque está inserido no município de Morro do Chapéu, na região do Piemonte da Chapada Diamantina, na bacia hidrográfica do Rio Paraguaçu. Possui uma área estimada de 46.000 ha.

2) Parque Estadual da Serra do Conduru

Decreto de criação:
Decreto Estadual nº 6.227 de 21 de fevereiro de 1997

Decreto de ampliação:
Decreto Estadual nº 8.702 de 04 de novembro de 2003

Importância do Parque Estadual da Serra do Conduru
A vegetação do Parque é caracterizada pela Floresta Ombrófila Densa e possui um alto potencial para conservação da biodiversidade e altíssima diversidade biológica, com cerca de 458 espécies diferentes de árvores por hectare. Este é um dos índices mais elevados do mundo com altos níveis de endemismo. Representa um dos mais importantes blocos de remanescentes florestais de mata Atlântica da Costa Nordestina.

Localização e área
O Parque está localizado em área dos municípios de Ilhéus, Itacaré e Uruçuca, inseridos na Bacia Hidrográfica do Rio Leste e possui uma área de 9.275 ha.
Parque Estadual das Sete Passagens

Decreto de criação:
Decreto Estadual nº 7.808 de 24 de maio de 2000

3)  Parque Estadual das Sete Passagens

O Parque Estadual das Sete Passagens abriga potencial hídrico de grande importância local, por estar situado no polígono das secas. No Parque e no seu entorno existem inúmeras nascentes que suprem riachos, que por sua vez contribuem sobremaneira para alimentar o Rio Itapicuru-mirim, afluente importante da Bacia do Rio Itapicuru.

Constituindo um dos remanescentes da Mata Atlântica, localizado ao Sul da Serra de Jacobina e constituído pelas Serras do Campo Limpo, da Sapucaia e da Jaqueira, o Parque caracteriza-se como Refúgio Biológico, possuindo áreas com grande necessidade de preservação ambiental pela exuberante vegetação, alta diversidade florística e faunística, contendo espécies ameaçadas de extinção.

Localização e área
O Parque Estadual das Sete Passagens fica localizado no município de Miguel Calmon, inserido na Bacia hidrográfica do rio Itapicuru. Possui uma área estimada de 2.821ha.
Parque Estadual da Serra dos Montes Altos
Decreto de criação:

· Decreto Estadual Nº 12.486 de 29 de novembro de 2010

4)  Parque Estadual da Serra dos Montes Altos

O Parque Estadual da Serra dos Montes Altos foi criado a partir de uma demanda da comunidade local, com o objetivo de assegurar a conservação da biodiversidade regional, garantindo condições para a existência da fauna de mamíferos, com ênfase no cachorro-vinagre (Speothos venaticus), espécie ameaçada de extinção. O Parque abriga muitas espécies raras e endêmicas de ecossistemas naturais de transição Caatinga-Cerrado, além de muitas cachoeiras e nascentes de grande importância para a região Sudoeste do Estado. Fora isso, pode-se encontrar em grutas e abrigos um vasto patrimônio arqueológico e o sítio arqueoastronômico, a exemplo da “Casa da Pedra”. Desta forma, o Parque revela-se com grande potencial para o turismo.
Localização e área

O Parque Estadual da Serra dos Montes Altos fica localizado nos municípios de Palmas de Monte Alto, Sebastião Laranjeiras, Urandi, Guanambi, Pindaí e Candiba, do Estado da Bahia. Possui uma área estimada de 18.491 ha.

Áreas de Proteção Ambiental (APA)

As áreas de proteção ambiental (APA) geralmente possuem uma grande área com ocupação humana, e que visa o desenvolvimento sustentável e conciliar o ser humano com o meio ambiente. Na Bahia há 32 APA.

1. APA Gruta dos Brejões - Veredas do Romão Gramacho está localizada entre os municípios de João Dourado, Morro do Chapéu e São Gabriel e possui 11 900 hectares de área.

2. APA Joanes-Ipitanga, está localizada entre os municípios de Camaçari, Simões Filho, Lauro de Freitas, São Francisco do Conde, Candeias, São Sebastião do Passé, Salvador e Dias d'Ávila e possui 64 463 hectares de área.

3. APA Serra do Ouro está localizada no município de Iguaí e possui 50 667,62 hectares de área.

4. APA Serra do Barbado está localizada entre os municípios de Abaíra, Érico Cardoso, Jussiape, Piatã, Rio de Contas e Rio do Pires e possui 63 652 hectares de área.

5. APA Serra Branca - Raso da Catarina está localizada no município de Jeremoabo e possui 67 234 hectares de área.

6. APA São Desidério está localizada no município de São Desidério

7. APA Santo Antonio está localizada entre os municípios de Santa Cruz Cabrália e Belmonte e possui 23 000 hectares de área.

8. APA Rio Preto está localizada entre os municípios de Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia e Mansidão

9. APA Rio Capivara está localizada no município de Camaçari e possui 1 800 hectares de área.

10. APA Pratigi está localizada entre os municípios de Igrapiúna, Ituberá, Nilo Peçanha, Ibirapitanga e Piraí do Norte e possui 85 686 hectares de área.

11. APA Ponta da Baleia - Abrolhos está localizada entre os municípios de Prado, Alcobaça, Caravelas e Nova Viçosa, possui 346 000 hectares de área.

12. APA Plataforma Continental do Litoral Norte está localizada do Farol de Itapuã, em Salvador, até a divisa com o Sergipe, em Jandaíra, e possui 362 266 hectares de área.

13. APA Mangue Seco está localizada no município de Jandaíra e possui 3 395 hectares de área.

14. APA Litoral Norte está localizada entre os municípios de Mata de São João, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra e possui 142 000 hectares de área.

15. APA Lagoas e Dunas do Abaeté, está localizada no município de Salvador e possui 1 800 hectares de área.

16. APA Lagoas de Guarajuba está localizada no município de Camaçari e possui 230 hectares de área

17. APA Lagoa Encantada e Rio Almada está localizada entre os municípios de Ilhéus, Uruçuca, Itajuípe, Coaraci e Almadina e possui 157 745 hectares de área.

18. APA Lagoa de Itaparica está localizada entre os municípios de Xique-Xique e Gentio do Ouro e possui 78 450 hectares de área.

19. APA Lago do Sobradinho está localizada entre os municípios de Casa Nova, Remanso, Pilão Arcado, Sento Sé e Sobradinho e possui 1 000 000 hectares de área.

20. APA Lago de Pedra do Cavalo está localizada entre os municípios de Feira de Santana, Antônio Cardoso, Santo Estêvão, Cabaceiras do Paraguaçu, Governador Mangabeira, Muritiba, São Félix, Cachoeira, Conceição da Feira e São Gonçalo dos Campos e possui 30 156 hectares de área.

21. APA Ilhas de Tinharé e Boipeba está localizada no município de CAIRU e possui 2 222 hectares de área.

22. APA Dunas e Veredas do Baixo-Médio São Francisco está localizada entre os municípios de Barra, Pilão Arcado e Xique-Xique e possui 1 085 000 hectares de área.

23. APA Costa de Itacaré - Serra Grande está localizada entre os município de Ilhéus, Uruçuca e Itacaré e possui 62 960 hectares de área.

24. APA Coroa Vermelha está localizada entre os municípios de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro e possui 4 100 hectares de área.

25. APA Caraíva - Trancoso está localizada no município de Porto Seguro e possui 31.900 hectares de área.

26. APA Caminhos Ecológicos da Boa Esperança está localizada entre os municípios de Ubaíra, Jiquiriçá, Teolândia, Wenceslau Guimarães, Taperoá, Nilo Peçanha, Cairu e Valença e possui 230 296 hectares de área.

27. APA Baía de Todos-os-Santos, está localizada entre os municípios de Salvador (Bahia), Madre de Deus, Candeias, Simões Filho, São Francisco do Conde, Santo Amaro, Cachoeira, Saubara, Itaparica, Vera Cruz, Jaguaripe, Maragogipe e Salinas da Margarida e possui 800 quilômetros quadrados de área

28. APA Baía de Marimbus - Iraquara está localizada entre os municípios de Lençóis, Andaraí, Palmeiras, Iraquara e Seabra e possui 125 400 hectares de área.

29. APA Baía de Guaibim está localizada no município de Valença e possui 2 222 hectares de área.

30. APA Baía de Camamu está localizada entre os municípios de Camamu, Maraú e Itacaré e possui 118 000 hectares de área.

31. APA Bacia do Rio de Janeiro está localizada entre os municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães e possui 351 300 hectares de área.

32. APA Bacia do Cobre - São Bartolomeu, está localizada entre os municípios de Salvador e Simões Filho e possui 1 134 hectares de área.

Monumentos naturais

Os monumentos naturais são unidades de conservação de proteção integral, pretende preservar sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica e a Bahia possui dois que são:

1)  O Monumento Natural dos Canions do Subaé está localizado no município de Santo Amaro da Purificação e possui 404,15 hectares de área

2)  O Monumento Natural da Cachoeira do Ferro Doido está localizado no município de Morro do Chapéu, incluso na bacia hidrográfica do Rio Paraguaçu e possui uma área estimada em 400 hectares

Estações ecológicas

As estações ecológicas são unidades de conservação que dão preferência ao desenvolvimento de pesquisas científicas. No Estado da Bahia há três.

1)  A Estação Ecológica de Rio Preto está localizada entre os os municípios de Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia e possui uma área total de aproximadamente 4 536 hectares.

2)  A Estação Ecológica de Wenceslau Guimarães está localizada no município de Wenceslau Guimarães, incluso na bacia hidrográfica do Recôncavo Sul, sub-bacia Rio das Almas (ou Jequié) e possui 2 418 hectares de área.

3) A Estação Ecológica Raso da Catarina, está localizada no município de Paulo Afonso e possui 105 282 hectares de área, criado em 2001.

4)  A Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, está localizada nos municípios de Jaborandi (Bahia) e Cocos e possui 128.521 hectares de área, criado em 13 de dezembro de 2002.[23]

Áreas de relevante interesse ecológico -ARIE

As áreas de relevante interesse ecológico (ARIE) geralmente possuem uma pequena área, mas com espécies únicas e/ou muito raras. No Estado da Bahia estão localizados três dessas.

1) A ARIE Serra do Orobó está localizada entre os municípios de Rui Barbosa e Itaberaba e possui 7 397 hectares de área. Nesse ARIE pode-se encontra três biomas, a caatinga, cerrado e mata Atlântica.

2)  A ARIE Nascentes do Rio de Contas está localizados entre os municípios de Abaíra e de Piatã e possui 4 771 hectares de área.

3) A ARIE Cocorobó está localizada no município de Euclides da Cunha

Reservas particulares do patrimônio natural

As reservas particulares do patrimônio natural (RPPN) são áreas privadas, gravadas com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica. De acordo com dados do IBAMA de janeiro de 2008, as RPPN federais que existem na Bahia estão listadas abaixo.[24]

1. A RPPN Fazenda Boa Vista está localizada no município de Malhada e possui 1 500 hectares de área.

2. A RPPN Lagoa do Formoso está localizada no município de Cocos e possui 502 hectares de área

3. A RPPN Fazenda Morrinhos está localizada no município de Queimadas e possui 192 hectares de área

4. A RPPN Fazenda Lontra/Saudade está localizada no município de Entre Rios e possui 1 377,33 hectares de área.

5. A RPPN Fazenda Kaybi está localizada no município de Ubaíra e possui cinco hectares de área

6. A RPPN Agda está localizada no município de Pojuca e possui 13,39 hectares de área

7. A RPPN Adilia Paraguaçu Batista está localizada no município de Mucugê e possui 70 hectares de área

8. A RPPN Fazenda Itacira está localizada no município de Itapebi e possui 100 hectares de área

9. A RPPN Fazenda Boa Vista está localizada no município de Malhada e possui 1 700 hectares de área.

10. A RPPN Fazenda Sossego está localizada no município de Uruçuca e possui 4,7 hectares de área

11. A RPPN Fazenda Pé de Serra está localizada no município de Ibotirama e possui 1 259,2 hectares de área.

12. A RPPN Fazenda Boa Vista está localizada no município de Malhada e possui 2 000 hectares de área.

13. A RPPN Juerama está localizada no município de Maraú e possui 27 hectares de área

14. A RPPN Fazenda Forte está localizada no município de Malhada e possui 1 500 hectares de área.

15. A RPPN Fazenda Flor de Liz está localizada no município de Ribeira do Pombal e possui cinco hectares de área

16. A RPPN Fazenda Coqueiros está localizada no município de Simões Filho e possui 86,96 hectares de área

17. A RPPN Fazenda Boa Aventura está localizada no município de Barra e possui 4 750 hectares de área.

18. A RPPN Fazenda Ararauna está localizada no município de Una e possui 39 hectares de área

19. A RPPN Reserva da Peninha está localizada no município de Cachoeira e possui 350 hectares de área

20. A RPPN Reserva Caroá está localizada no município de Santana e possui 220 hectares de área

21. A RPPN Reserva Fugidos está localizada no município de Piraí do Norte e possui 450,02 hectares de área

22. A RPPN Reserva Nat. da Serra do Teimoso está localizada no município de Jussari e possui 200 hectares de área.

23. A RPPN Reserva Salto Apepique está localizada no município de Ilhéus e possui 118 hectares de área

24. A RPPN Araçari está localizada no município de Itacaré e possui 110 hectares de área

25. A RPPN da Mata Atlântica da Manona está localizada no município de Porto Seguro e possui sete hectares de área

26. A RPPN Guara está localizada no município de Cocos e possui 1 050 hectares de área.

27. A RPPN Reserva Panema está localizada no município de São Sebastião do Passé e possui 216 hectares de área

28. A RPPN Fazenda Paraíso está localizada no município de Uruçuca e possui 26 hectares de área

29. A RPPN Lagoa do Peixe está localizada no município de Caravelas e possui 31 hectares de área

30. A RPPN Reserva Estação Veracruz está localizada no município de Porto Seguro e possui 6 069 hectares de área.

31. A RPPN Guara I e II está localizada no município de Cocos e possui 633 hectares de área

32. A RPPN Fazenda Arte Verde está localizada no município de Ilhéus e possui 10 hectares de área

33. A RPPN Lagoa das Campinas está localizada no município de Palmas de Monte Alto e possui 1 000 hectares de área.

34. A RPPN Fazenda São João está localizada no município de Ilhéus e possui 25 hectares de área

35. A RPPN Fazenda Retiro está localizada no município de Malhada e possui 3 000 hectares de área.

36. A RPPN Fazenda Pindorama está localizada no município de Itabela e possui 47 hectares de área

37. A RPPN São Francisco da Trijunção está localizada no município de Cocos e possui 162 hectares de área

38. A RPPN Fazenda Piabas está localizada no município de Queimadas e possui 110 hectares de área

39. A RPPN São Joaquim da Cabonha APA I, APA II está localizada no município de Cachoeira e possui 257 hectares de área

40. A RPPN Portal Curupira está localizada no município de Porto Seguro e possui 50 hectares de área

41. A RPPN Boa União está localizada no município de Ilhéus e possui 112,81 hectares de área

42. A RPPN Pedra do Sabiá está localizada no município de Itacaré e possui 22 hectares de área

43. A RPPN Rio do Brasil está localizada no distrito de Trancoso, município de Porto Seguro e possui área de 1 100 hectares

44. A RPPN Rio dos Monos está localizada no município de Barra do Choça e possui 8,85 hectares de área

45. A RPPN Rio Jardim está localizada no município de Porto Seguro e possui 6,93 hectares de área

46. A RPPN Fazenda Avaí está localizada no município de Caravelas e possui 469,1 hectares de área

47. A RPPN Helico está localizada no município de Ilhéus e possui 65 hectares de área

48. A RPPN Rio Capitão está localizada no município de Itacaré e possui 385,49 hectares de área

49. A RPPN Carroula está localizada no município de Prado e possui 15 hectares de área

50. A RPPN das Dunas está localizada no município de Camaçari e possui 78 hectares de área

51. A RPPN Mãe da Mata está localizada no município de Ilhéus e possui 13 hectares de área

52. A RPPN Córrego dos Bois está localizada no município de Palmeira e possui 50 hectares de área

53. A RPPN Dunas de Santo Antônio está localizada no município de Mata de São João e possui 370,72 hectares de área

54. A RPPN Ecoparque de Una está localizada no município de Una e possui 83,28 hectares de área

55. A RPPN Estância Manacá está localizada no município de Ibicaraí e possui 95 hectares de área

56. A RPPN Reserva Itaguari está localizada no município de Cocos e possui 4 000 hectares de área.

57. A RPPN Fazenda Água Branca está localizada no município de Valença e possui 97 hectares de área

58. A RPPN Cajueiro está localizada no município de Esplanada e possui 379 hectares de área

59. A RPPN Olho-de-fogo-rendado está localizada no município de São Sebastião do Passé e possui 103,73 hectares de área

60. A RPPN Curió está localizada no município de São Sebastião do Passé e possui 13,39 hectares de área

Reservas extrativistas

Como a Bahia não está dentro da Amazônia, as reservas extrativistas (RESEX) foram inicialmente somente do tipo marinha. No estado estão localizadas duas RESEX marinhas já criadas, listadas abaixo, e outras duas em fase de estudo para criação (Litoral Norte da Bahia e Itacaré).[25] Além dessas duas, há outras duas terrestres.

  1.  Reserva Extrativista Marinha da Baía do Iguape, 8 152 hectares localizados no município de Maragogipe.
  2. • Reserva Extrativista Marinha do Corumbau, 113 hectares localizados nos municípios de Prado e Porto Seguro
  3. • Reserva Extrativista de Cassurubá;
  4. • Reserva Extrativista de Canavieiras.

Outras unidades 

Na Bahia, além das anteriores, há outras unidades de conservação.

  1. • O Refúgio de Vida Silvestre das Veredas do Oeste Baiano;
  2. • A Floresta Nacional Contendas do Sincorá;
  3. • A Estação Biológica de Canudos, é uma reserva biológica particular, com área de 1 477 hectares localizados no sertão do estado da Bahia;
  4.  A Reserva Biológica de Una.



Fontes : https://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia_da_Bahia
https://www.bahiadiaadia.com/especial/8223/sul-da-bahia-e-destaque-em-preservacao-ambiental-21-03-2019/
https://www.celuloseonline.com.br/sul-da-bahia-e-destaque-em-preservacao-ambiental/