sábado, 23 de fevereiro de 2013

Marina Silva lança Rede: um partido que não é partido?


“Para embalar seus sonhos, Marina precisa de uma rede. Todavia, um partido político se define pelo programa de ações e pela sua filosofia. Uma rede não é um partido e ninguém deita em uma rede sem armadores…” Uma rede pode ser tecida por uma só pessoa, por varias pessoas ou por uma máquina. Quando ela é tecida manualmente têm que haver concordância entre as mãos que trabalham. Uma questão: Como Marina vai tecer uma rede com Heloisa Helena conhecida como egocêntrica? Uma das duas pode terminar caindo da rede… E adeus sonhos!” (Correio do Brasil
A ex-senadora Marina foi picada pela mosca verde quando saiu do PT e entrou no Partido Verde para se candidatar à Presidência da República, projeto que ela ainda negava, mas seria inviável se permanecesse no PT. Agora foi picada pela aranha marrom e partiu para tecer sua própria rede, no último dia (16). “Nem direita, nem esquerda. Estamos à frente”, disse ao definir a nova legenda em reunião em Brasília. 

Em 2010 Marina, sem querer querendo, fez o jogo da “grande imprensa e tucanos”, ( Cavalo de Tróia, foi plantado pela turma do PSDB para provocar um segundo turno entre o Serra e a Dilma, só que o povo percebeu a manobra.)Marina acabou sendo a grande surpresa das eleições presidenciais, quando alcançou 20 milhões de votos, provocando um segundo turno entre Dilma e Serra. 

Após o processo eleitoral, os verdes, principalmente os mais antigos no partido não abriam mão para os “MARINEIROS e SONHÁTICOS” (Os seguidores de Marina). Foi quando Marina descobriu que o PV assim como os demais partidos tem donos, tratou de sair do PV e criar seu próprio partido. Depois de milhares de reuniões , lançou oficialmente a REDE SUSTENTÁVEL. O novo partido, que precisa juntar 500 mil assinaturas até o dia 23 de setembro para poder disputar as próximas eleições. Tal qual como aconteceu ao trocar o PT pelo PV, também agora Marina nega que o objetivo principal seja lançar sua candidatura à Presidência. 

“A Marina já mudou de Igreja, mudou de partido duas vezes e continua falando um palavreado meio embolado. Mas o que está claro é que Marina quer um partido que seja "dela", para ela ser candidata. O problema da Marina é o moralismo e o "verdismo", duas características mais que conservadoras. De Marina não virá nada novo!” Valdecir. 
Os líderes da Rede ainda discutem o estatuto do novo partido e o nome de batismo. Algumas propostas, digamos mais exóticas, provocaram discussões, como não aceitar doações de empresas. 

O que mais testemunhamos, nos últimos tempos, é o crescimento de legendas politicas. Já perdemos as contas da grande quantidade criadas e quase sempre, com exceções, apenas para dar “sustentabilidade” aos grupos no poder. Se os "marineiros" alcançarem seu objetivo, o Rede será o 31º partido do país. 






“A falta de rumo é claramente perceptível, pelo fato de em pouco tempo ter integrado a três partidos de ideologias opostas. Primeiro, ao PT, um partido mais inclinado à esquerda. Em seguida, ao PV, um conglomerado de pessoas também sem rumo, que na maior contradição, fazem alianças com os maiores desmatadores do planeta. E por último tenta criar um partido, que se diz não ser de direita nem de esquerda, estilo próprio de cegos no meio de tiroteio, que não sabem para que lado se dirija.” 

“Nem direita, nem esquerda. Estamos à frente”


O mais novo partido é o “ Rede Sustentabilidade”, um partido que não carrega esse estigma, tenta fugir no nome,( a exemplo do Dem ) mas prefere ser uma Rede, associado a outros estigmas.

Nada de novo, a não ser a denominação, as mesmas forças que dão suporte a essa nova agremiação são as mesmas que viabilizaram a candidatura da ex-senadora e ex-ministra Marina Silva à Presidência da República, em 2010.

Até agora, nenhuma liderança política nacional de peso atendeu aos convites feitos por Marina. Apenas três deputados federais sem maior expressão _ Walter Feldman (PSDB-SP), Domingos Dutra (PT-MA) e Alfredo Sirkis (PV-RJ) _ confirmaram a adesão ao novo partido, além de Heloisa Helena (PSOL), ex-candidata à Presidência, hoje vereadora em Maceió.

Por mais que não se goste deles, ainda não inventaram uma forma de criar um partido político sem políticos. Para fundar seu novo partido, o PSD, no ano passado, o ex-prefeito Gilberto Kassab arrebanhou 52 parlamentares e mesmo assim teve dificuldades para reunir as assinaturas necessárias ao registro no TSE.

Opinião de analistas políticos


“ A criação de uma partido político que se apropria dessa “marca”, mesmo com a melhor das intenções, pode gerar um certo desconforto em outras correntes políticas e sociais que atuem ou desejam atuar na defesa da sustentabilidade, mas sem trocar de partido ou mesmo sem se filiar a um partido”. Diz Dal Marcondes em seu artigo .

Comentarista do ‘Jornal da Record News’, lembrou que até outubro a ex-senadora precisa reunir a assinatura de 500 mil apoiadores para tentar repetir o resultado que obteve nas urnas em 2010, quando teve 20 milhões de votos e ficou em terceiro lugar na disputa presidencial concorrendo pelo PV. “Até agora nenhum político de expressão aderiu ao projeto da Marina, aí fica difícil. Você pode até não gostar dos políticos, mas não pode criar um partido sem eles. Pode até criar uma ONG, mas acho muito difícil num prazo tão curto criar um partido”. Diz Ricardo Kotscho.

“A Rede pode ser boa para Marina, mas, pelo que se viu na estreia, é um sonho que não passará disso. Ou, se passar, pode virar pesadelo”, essa a opinião de Ricardo Galuppo, publisher do Brasil Econômico. Ele também não acredita que o projeto vá realmente sair do papel e crítica a falta de foco da agremiação, que visa a promoção da sustentabilidade.

“Felizmente, já temos uma mulher na Presidência que tem demonstrado sua capacidade de governar um país como o Brasil. Ela não apenas tem tecido rede para um Brasil solidário, mas ela vem realizando ações concretas para garantir para as futuras gerações um Brasil sem miséria. “Marilza de Melo Foucher .

Quais são os risco que envolve a nova agremiação!

Aqui diversas ONgs encontrarão “ecos”para suas ações lunáticas.Hoje o cenário é diferente. Por outro lado com este ato ficou bem claro para onde vai migrar os ambientalistas fundamentalistas, as ONGs internacionais, os sonhadores e todos aqueles que deseja mudar e que não se sente representado pela politica convencional.

Através da própria denominação “SUSTENTABILIDADE”, um termo que agrupa um publico especifico, mas que por si já gera discussões. A apropriação por um partido político abre o risco de descaracterizá-la ainda mais (.). Há um risco de se concentrar as discussões na temática com os membros do novo partido, como já se encontra no registro da agremiação.

Ed Ferreira

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