Leia a íntegra da sentença do goleiro Bruno
Promotor diz que irá recorrer para aumentar pena de Bruno
Advogado diz que vai recorrer após condenação do jogador
'Aliviaram para o Bruno demais', diz mãe de Eliza após sentença
Análise: Silêncio do goleiro deixou lacuna na cabeça dos jurados
Opinião: Mandante ou cúmplice, não há defesa possível
Veja outros famosos que foram condenados em tribunal do júri
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Segundo o Tribunal de Justiça, 17 anos e seis meses da pena são em regime fechado, pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza, e outros três anos e três meses são em regime aberto e correspondem ao sequestro e cárcere privado do filho da ex-modelo com o goleiro.
Bruno era goleiro titular do Flamengo na época do crime, em 2010. Famoso e rico, o ex-atleta disse que a ex-amante tentava extorquir dinheiro dele por conta de estar grávida dele. Ele chegou a admitir durante o julgamento que sabia que Eliza seria morta
'TRAMA DIABÓLICA'
Na leitura da sentença, a juíza Marixa Rodrigues afirmou que Bruno "demonstrou ser uma pessoa fria, violenta e dissimulada" e acrescentou que a sociedade hoje reconheceu o envolvimento dele como mandante na "trama diabólica".
A sentença foi lida nas primeiras horas do Dia Internacional da Mulher. Nela, a juíza destacou que "a supressão de um corpo humano é a verdadeira violência que se faz com a matéria" e não concedeu a Bruno o mesmo benefício dado a Macarrão, de redução de pena devido à confissão do crime. O corpo de Eliza Samudio até hoje não foi localizado. O goleiro disse que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola é o responsável pelo assassinato da ex-amante.
ABSOLVIDA
Dayanne fora denunciada pelo crime de sequestro e cárcere privado de Bruninho, o filho dela com o goleiro --atualmente com três anos. Contudo, o promotor Henry Wagner Vasconcelos pediu a sua absolvição sob a alegação de que ela era "coagida" por um ex-policial que somente agora está sendo investigado, suspeito de participar da trama.
O crime ocorreu, segundo argumentou a Promotoria, porque Bruno se recusava a pagar pensão ao filho dele com Eliza. O crime ocorreu em 10 de junho de 2010, em Vespasiano (MG).
A condenação do goleiro era esperada, porque ele admitiu ter conhecimento do crime e não denunciou. Ele negou, porém, ser o mandante. Os advogados tentaram convencer os jurados de uma menor participação para obter uma pena menor. Não convenceram.
O advogado Lúcio Adolfo, defensor do goleiro, argumentou que o processo estava cheio de irregularidades. Uma delas era existir uma investigação ainda em andamento. Alegava que tudo poderia mudar.
"Como vocês podem condená-lo se a investigação ainda não terminou?", disse ele aos jurados.
Ele se referia à investigação complementar em curso do ex-policial José Lauriano de Assis Filho, o Zezé e de outro policial. Por envolver diretamente Zezé na trama, Dayanne foi beneficiada, embora o seu advogado, Tiago Lenoir, tenha negado no plenário a existência de um acordo com a promotoria.
Contudo, a defesa de Bruno tentou aprovar a tese da redução da pena, alegando que o goleiro teve uma "participação menor" no crime. Para isso, Bruno assumiu a existência do assassinato, mas não sua autoria. Ele disse que "sabia e imaginava" que Eliza morreria. Os jurados, porém, não acataram a tese.
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