Por Clayton Netz e Cláudio Gradilone
O prazo final para que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) encontre um comprador para o Banco BVA aproxima-se do fim. Sob intervenção do Banco Central (BC) desde 19 de outubro de 2012, o BVA poderá ser liquidado se não encontrar comprador. O candidato mais forte à compra é o empresário Carlos Alberto Oliveira Andrade. Caoa, como é conhecido, investiu R$ 500 milhões no BVA.
A única saída para evitar a intervenção é reduzir o passivo a descoberto do BVA, de modo que os ativos e o patrimônio líquido do banco sejam suficientes para pagar os compromissos da instituição financeira. Pelas contas do banco Brasil Plural, que assessora Caoa, o passivo a descoberto do BVA pode ser de R$ 2,7 bilhões, acima dos R$ 1,5 bilhão estimados anteriormente pela empresa de auditoria PwC.
Na ponta do lápis, é necessário que 95% dos credores concordem com uma redução de cerca de 65% no que têm a receber. Segundo fontes que acompanham negociação, Caoa já teria conseguido a adesão de 60% dos credores. Faltam outros investidores, principalmente sindicatos e fundos de pensão, que ainda não concordaram em abrir mão de seus direitos.
O prazo final para encontrar uma solução encerra-se nesta sexta-feira 8, mas Caoa está buscando prorrogar o prazo até a próxima segunda-feira. Caso as partes não cheguem a um acordo, o BVA poderá ser o quinto banco de pequeno porte a ser liquidado nos últimos dois anos.
Fonte : ISTO É
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