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*Ruy Rocha
O Instituto Floresta Viva é dirigida por Ruy Rocha que além de ser presidente é o principal líder do movimento contrário ao desenvolvimento de Ilhéus, Complexo Intermodal Porto Sul.
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Em março de 20212 a ONG Floresta Viva foi incluída em uma lista
negra entre 164 ONGs impedidas de firmar convênio com o Governo Federal. (Veja
aqui) Na época o presidente do Instituto
Floresta Viva se esforçou na tentativa de explicar onde foram parar os recursos
públicos destinados a projetos em assentamentos no sul da Bahia.
O Instituto Floresta Viva, situado no Distrito de Serra grande,
município de Uruçuca, onde tem um pequeno viveiro de plantas nativas e em
Ilhéus onde tem um escritório, foi criado em 2003, e é a responsável por
receber as transferências de valores altos dos convênios firmados entre o
município de Uruçuca e o Governo Federal.
Desde março de 2012 se encontra na lista negra das Organizações
Não-Governamentais analisadas pela Controladoria Geral da União (CGU) que se
apresentam "com restrição" e têm convênios considerados com
"irregularidades insanáveis" junto ao Governo Federal. Isto significa
que a Instituição fica proibida de assinar qualquer tipo de convênio com o
Governo em qualquer esfera e o responsável fica inelegível e inábil para atuar
em qualquer projeto.
Relembrando
O Instituto Floresta Viva apresenta dois processos. O primeiro,
um repasse no valor de 600 mil reais, com vigência entre 15 de dezembro de 2008
e 27 de maio deste ano, destinado a iniciar um processo de discussão mais
aprofundado acerca das questões ambientais e promover a recuperação dos
recursos naturais em 14 projetos de assentamento no território litoral sul da
Bahia. O outro, no valor de 231 mil e 700 reais, para subsidiar o procedimento
de licenciamento ambiental a ser efetuado pelo Incra nestes mesmos 14 projetos
de assentamento. Em ambos os casos, os convênios foram assinados com o
Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Nos dois casos, o que levou o Floresta Viva a entrar na “lista
negra” da CGU (Controladoria Geral da União) foi o fato de que o dinheiro
obtido não se materializou na realização do que estava previsto nos convênios. Incluída
no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas(Cepim).
Explicação não convincente
O presidente do Floresta Viva, *Rui Rocha, alega que o motivo
da não-execução foi a morte do engenheiro Henrique Berbert, que era o
coordenador dos projetos. O engenheiro que já havia falecido há três anos,
agora quatro anos, e até hoje o instituto não conseguiu cumprir as metas com as
quais se comprometeu e muito menos prestar contas. “Ele tinha toda a memória
dos projetos”, disse Rocha ao Jornal Bahia Online, na época.
Na verdade o presidente não conseguiu explicar ao site como e
porque dois convênios de tamanha importância e com considerável volume de
recursos públicos empregados ficaram sob o controle total de uma única pessoa.
Em
declaração dada ao comunicador Vila Nova, no programa O Tabuleiro do dia (13-12) ,
o presidente se defende dizendo que o “erro está na execução do projeto e em uma
prestação de contas que apresentou problemas técnicos e não financeiros” . Acrescentou
ainda que alguns relatórios também não foram encaminhados, o que resultou na
Controladoria Geral da União (CGU) apontar irregularidades nos convênios com o
Instituto. Clique e ouça a entrevista de Ruy.
Ed Ferreira
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