quarta-feira, 27 de março de 2013

"Prioridade em todos os Estados é reeleger Dilma"


Presidente de honra do PT e principal cabo eleitoral do partido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz, em entrevista exclusiva ao Valor , que a prioridade do PT em 2014 é reeleger a presidente Dilma Rousseff, ainda que isso custe a candidatura petista em Estados estratégicos como São Paulo e Rio de Janeiro.

"Não podemos permitir que a eleição da Dilma corra qualquer risco. Não podemos truncar nossa aliança com o PMDB", diz o ex-presidente. Em São Paulo, Lula defende a aproximação com o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab e com o PTB. No Rio, elogia tanto o senador Lindbergh Farias (PT) quanto o vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB).
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Recuperado do tratamento contra um câncer, mas ainda com a voz rouca, Lula diz que os médicos o liberaram para participar da campanha de 2014. Sem fumar nem beber, queixa-se apenas da garganta inflamada e das unhas quebradiças. O petista diz que prefere viajar aos Estados a articular alianças e pretende subir em todos os palanques estaduais, inclusive em Pernambuco, reduto do governador Eduardo Campos, pré-candidato do PSB.

Amigo de Campos, o petista afirma que a eleição não vai abalar a amizade entre eles e que não pedirá ao presidente do PSB que desista de concorrer. Vê com naturalidade o nome do governador na disputa, mas diz que é cedo para tratar a pré-candidatura como definitiva.

Na primeira entrevista sobre política e economia a um jornal brasileiro desde que deixou o cargo, Lula diz não ver problemas em viajar à África e América Latina apoiado por empresários para mediar seus interesses. "Se alguém tiver um produto brasileiro e tiver vergonha de vender, me dê que eu vendo. Não tenho vergonha de continuar fazendo isso". Sobre sua atividade como conferencista, diz que há "pouca gente com autoridade de ganhar dinheiro como eu".

Em meio a elogios à presidente, o petista afirma que o Brasil "nunca esteve em tão boas mãos". "Nunca este país teve uma pessoa que chegou à Presidência tão preparada como a Dilma". Lula não descarta concorrer em 2018. "Vai que de repente precisam de um velhinho para fazer as coisas... Mas não é minha vontade".

Ele evita falar sobre o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) e diz que só dará opinião após o fim da análise dos recursos.
O ex-presidente Lula fala ao "Valor": "Não tenho vergonha" de vender produtos brasileiros

Leia mais em:   Valor Econômico 

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