sexta-feira, 15 de março de 2013

Projetos de Aquicultura Familiar em Goiás


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Projetos voltados à aquicultura podem ser adotados ainda este ano, conforme estima o governo estadual. Um dos projetos-piloto tem como norte o desenvolvimento da piscicultura na região Sul do Estado, para benefício da população de 12 cidades, tendo como sede Buriti Alegre e Itumbiara, que pode consolidar uma cadeia de produção de pescados. O assunto foi discutido na última sexta-feira, dia 8, em reunião de técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação de Goiás (Seagro), engenheiros e biólogos do Paraná, ligados à Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), que trouxeram propostas a serem implantadas.

Para isso, cinco seminários locais e um regional, reunindo as principais cidades, devem debater o assunto, numa parceria entre as secretarias de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), de Gestão e Planejamento (Segplan), Seagro e as agências goianas de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater). O trabalho que vai contar, ainda, com a participação do Ministério Público (MP-GO).

Paralelamente, são analisados outros projetos em torno do assunto. Na região Norte devem ser implantados outros dois projetos, sendo um deles para benefício da Comunidade Kalunga, conhecida por ser a maior e autossuficiente, oriunda de escravos fugidos e libertos da região da Chapada dos Veadeiros. Estimativas dão conta de que 3,5 mil famílias devem ser beneficiadas com o projeto, conhecido como Peixe Kalunga.

Outro, em fase de licitação pela Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), deve ser implantado em Luís Alves do Araguaia, convertendo-se no primeiro Centro de Piscicultura goiano. Trata-se de uma ação sócio-ambiental que visa, prioritariamente, a pesca esportiva, e, no período da piracema, será feita pelos produtores a cultura de engorda.

O objetivo principal dos projetos apresentados é incentivar a aquicultura familiar e incluir o consumo de pescado na merenda escolar. A visita dos técnicos da Unioeste serviu para nortear os trabalhos, desde o confinamento até a produção da merenda destinada às escolas de cada região produtora, maneira encontrada de valorizar e impulsionar a economia e contribuir com a alimentação das comunidades locais.
Autor: Goiás Agora

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