O governador, Jaques Wagner (PT) reforçou nessa segunda-feira (8/4) as afirmações do secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa (PT), concedidas em entrevista à Tribuna, de que nenhum governo fez pela Bahia, como o seu, nos últimos oito anos. O chefe do poder Executivo baiano disse que, somente em Salvador, foram mais de R$ 6 bilhões em investimentos durante os últimos sete anos de mandato.
O governador reafirmou as ações que serão realizadas na capital baiana, fruto daconquista de R$ 1 bilhão, anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT), na última semana, voltado para a mobilidade urbana. Por sua vez, as referências positivas feitas pelo petista foram ironizadas por lideranças da oposição no estado.
A maioria fez questão de enfatizar que o secretário estaria em campanha antecipada pela sucessão ao Palácio de Ondina, em 2014, e ainda fez trocadilho com a afirmação do titular governista ao ressaltar áreas consideradas como “vidraças” da gestão, como a segurança pública e o funcionalismo público.
Wagner, por sua vez, fez questão de frisar que a sua gestão conquistou grandes recursos e intervenções nos últimos anos. “É um volume de obras que não se compara a nenhum outro. É um investimento bastante significativo, a gente fez essa comparação e é o maior investimento em seis anos”, ressaltou.
Ao destacar os projetos de melhoria para acabar com os engarrafamentos e dar maior fluidez ao tráfego, com recursos federais, ele endossou a presença do governo na capital. “São viadutos e avenidas estruturantes que são uma contribuição para aliviar o tráfego de Salvador”, afirmou.
O chefe do poder Executivo ainda frisou a necessidade que a prefeitura municipal provoque o governo federal e apresente projetos para conseguir mais verbas. “Agora vamos esperar se o novo prefeito (ACM Neto) apresenta outros projetos, porque também a solicitação tem que nascer da própria prefeitura, que traz alguns projetos que, eventualmente, não tenha capacidade de fazer”, enfatizou.
O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), também ressaltou a atuação do governo em relação à seca. “Acho que Rui Costa está fazendo o bom papel, um bom trabalho. A seca só depende de São Pedro, mas o estado tem feito grandes ações”, frisou.
Já o líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa, deputado Elmar Nascimento (PR), disse que o secretário está em movimentação para 2014, o que justificaria as declarações de elogio ao governo. “Ele está precisando mesmo puxar o saco do governador, pois, depois de antecipar a campanha viajando pelos municípios, pôde verificar o caos do semiárido com a seca e como estão atrasados nas iniciativas, por isso busca ficar bajulando o governador. O legado que o governo do PT vai deixar para a Bahia é o da violência e da quebra do estado em R$2,6 bilhões”, afirmou.
O presidente do PMDB baiano, deputado federal, Lúcio Vieira Lima, ironizou ao dizer que concordava com o secretário. “Ninguém fez o que esse governo fez porque todos fizeram muito mais”, disse. Segundo o peemedebista, o governo atual deixou para trabalhar com ações contra a seca somente depois que ela chegou. Por que não fez antes?”, questionou.
As intervenções federais também foram citadas por Lúcio. Segundo ele, as poucas existentes foram de iniciativas do poder Executivo nacional. “A adutora de Guanambi, mesmo, foi iniciada quando Geddel (Vieira Lima) estava no Ministério da Integração Nacional. O que esse governo fez nos últimos sete anos foi anunciar obras para o futuro. As obras sempre vão acontecer após 2014. Não sabemos o porquê”, criticou numa referência ao clima antecipado de campanha.
O dirigente estadual do DEM, deputado estadual Paulo Azi, em tom mais ácido disparou: “É um secretário subalterno que pensa que bajulando o governador vai ser candidato ao governo no próximo ano”, disse.
Fonte: Tribuna da Bahia
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