quinta-feira, 9 de maio de 2013

CEPLAC: Nosso maior patrimônio material e imaterial

LIVRE OPINIÃO
* Por Ed Ferreira


Diante das últimas declarações do deputado federal Félix Júnior (PDT-BA), e também presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Lavoura Cacaueira, chego a conclusão: Ou o nobre parlamentar estar muito mal informado a respeito da estrutura da Ceplac, e da estrutura da cadeia produtiva do cacau ou então é muito mal assessorado.

Não é a primeira nem será a última crise da cacauicultura. O que o nobre deputado deveria fazer e unir os esforços e buscar o oxigênio que a Instituição está precisando. O que a ceplac precisa é de um “um bom upgrade” que venha fortalecer sua estrutura de pesquisa e extensão, fazer concursos para renovar os quadros de técnicos e pesquisadores, fortalecer acima de tudo o modelo de extensão que incomparável na em qualquer parte do mundo.

A Ceplac foi a grande patrocinadora e sustentáculo desta região e quem é dela e que aqui vive sabe disso e não é uma ideia de um forasteiro a serviço de um grupo minoritário e raivoso que vai mudar este cenário.

Defender a união de esforços da Ceplac com a Embrapa é válido, pois acredito que a Ceplac nos seus 55 anos têm muito mais a ensinar do que aprender.

• Mesmo com toda a dificuldade, orçamentária, enfrentada pela Ceplac nos seus 20 anos, ao contrário da Embrapa que nada de braçadas em recursos, os técnicos da Ceplac não conseguiram encontrar nenhuma instituição que a superasse a Ceplac em conhecimento, onde o setor de pesquisa e extensão trabalham em sintonia.
• Preste a lançar o comercialmente um fungicida que foi fruto dos esforços dos seus pesquisadores (Tricovab).
• Com base no modelo já existente e hoje readequado por meio da sistematização “ a Cabruca”, avança e trás consigo uma nova postura no modelo de produzir e conservar, saindo na frente com a filosofia mundial da sustentabilidade.
• Hoje a Ceplac detém profissional e estrutura para se antecipar aos estudos da monília que é uma doença muito mais devastadora para o cacaueiro do que a vassoura de bruxa,cujo agente causal é o fungo Moniliophthora roreri, que até o momento não existe no Brasil.

Comparar a cultura do café com o cacau é uma demonstração total de desconhecimento e não o habilita ser presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Lavoura Cacaueira, com ideias contrárias ao seu papel que é representar o povo do cacau e não tentar destruir o que se conseguiu com anos de trabalho. Será que todos os deputados que fazem parte desta frente avalizou o deputado nas suas ideias ou é simplesmente um arroubo do poder?

Acredito que esta ideia já nasceu morta, do contrário, é chegado o momento dos familiares da Instituição, seus profissionais e toda agricultura familiar se unir e defender o nosso maior patrimônio material e imaterial chamado CEPLAC.

* Ed Ferreira, Técnico em Agropecuária,Administrador de Empresas e Blogueiro.

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