segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A temporada das revoadas de cupins está começando!

As revoadas de cupins são fenômenos sazonais, desencadeadas por fatores externos principalmente pelas chuvas ou mudanças na temperatura e umidade do ar. Por isso, é comum haver revoadas durante a primavera e o verão. Elas ocorrem geralmente no final da tarde e à noite, quando os cupins alados são atraídos por fontes de luz artificial. Assim, é comum, em dias quentes e úmidos, que nossas casas se encham de aleluias, quando o sol se põe e deixamos as luzes acesas.
Ed Ferreira: Aqui registrei nos últimos três dias, no litoral sul, mas especificamente  em  Águas de Olivença, o fenômeno de milhares de cupins mortos na praia, distribuído por quilômetros. Por hora a única explicação foi devido a atração do reflexo da luz solar na água que atraiu as nuvens de cupins que acabaram morrendo e servindo de alimento para os peixes- Vejam as demais fotos abaixo.

Ed Ferreira: O fenômeno de milhares de cupins mortos na praia, distribuído por quilômetros

No  Sul da Bahia,  geralmente no final de setembro  e se prologando até abril, principalmente na primavera e no verão (no início da estação das chuvas) quando há verdadeiras nuvens de cupins  voando em torno de pontos luminosos.

Ed Ferreira: O fenômeno de milhares de cupins mortos na praia, distribuído por quilômetros

Ed Ferreira: O fenômeno de milhares de cupins mortos na praia, distribuído por quilômetros
Os pares se formam durante a revoada. Assim que um macho e uma fêmea se encontram, eles perdem as asas e um passa a seguir o outro, tocando-o no abdômen com suas antenas e palpos. Após apresentarem esse comportamento, o casal inicia a busca de um local adequado a fim de formar umanova colônia. Rachaduras em paredes ou pequenos orifícios presentes em peças de madeira são locais bastante propícios à formação de uma nova colônia. Quando o local ideal é encontrado, o casal real começa a escavação do ninho, produzindo uma primeira galeria e uma “câmara nupcial”. Ocorre, então, a cópula. O corpo do rei não sofre grandes alterações morfológicas, mas a rainha se transforma de maneira significativa, adquirindo um abdômen exageradamente grande, devido ao desenvolvimento de seu aparelho reprodutor. Esse fenômeno é denominado fisogastria.
Após a cópula, a rainha coloca os primeiros ovos. O desenvolvimento embrionário dos novos indivíduos pode ser longo, variando entre 24 e 90 dias em algumas espécies. Os cupins são considerados insetos paurometábolos, ou seja, seu desenvolvimento ocorre através de metamorfose incompleta. Dos ovos saem os primeiros jovens, que são parecidos com os adultos, mas possuem algumas diferenças morfológicas. Eles são ainda imaturos, não são pigmentados e não possuem brotos alares. Esses jovens passarão a se desenvolver e, para isso, sofrerão sucessivas ecdises (processo através do qual um artrópode se livra do exoesqueleto para poder crescer).
O estágio entre duas ecdises é denominado instar  Em um determinado instar  forma-se um jovem denominado ninfa. As ninfas possuem algumas características peculiares como presença de olhos e brotos alares. Esses indivíduos sofrerão algumas transformações e originarão novos membros da colônia, como soldados, operários, reprodutores de substituição e reprodutores alados.



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