terça-feira, 1 de outubro de 2013

Entidades criticam Dilma Rousseff e condenam ação da imprensa, durante caminhada indígena.


Uma caminhada dos índios tupinambás entre Olivença e o Pontal, que ocorre todos anos nos últimos dez anos, reuniu cerca de 300 pessoas no domingo, (29) e lembrou o massacre de indígenas ocorrido no século 16 na praia do Cururupe, em Ilhéus, denominado de Batalha dos Nadadores.

Durante a manifestação, foi distribuída uma nota publica exigindo a imediata demarcação de uma área de 48 mil hectares que abrange os municípios de Ilheus, Buerarema, Una, Pau Brasil e Itaju do Colônia. O processo, já aprovado pela Funai, está parado no Ministério da Justiça.

NOTA PÚBLICA

Durante a caminhada foi distribuída uma Nota Pública . A nota critica a presidenta Dilma Rousseff, acusada de defender apenas o agronegócio e não avançar na reforma agrária a acusa a imprensa de se posicionar em favor de produtores que tem suas propriedades invadidas.

“Rebatemos as publicações sensacionalistas divulgadas na região contra os povos indígenas, retratando-os como selvagens e bandidos, com o claro objetivo de fortalecer uma opinião pública anti-indígenas”, diz a nota.




As Entidades que assinam a Nota :

Assinam o manifesto, entre outras entidades, o Conselho Indigenista Missionário,
a Comissão Pastoral da Terra, 
as Comunidades Eclesiais de Base (as três, ligadas à Igreja Católica), 
o Movimento de Luta pela Terra (MLT), 
a União Geral dos Trabalhadores
e o Instituto Floresta Viva, este ligado à Natura e que faz campanha ostensiva contra a implantação do Porto Sul.


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