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| Ilhéus, predestinada a ser administrada à distancia ... |
Desde à sua remota capitânia, mais precisamente 1534, seu
donatário Jorge de Figueiredo Corrêa, nunca pôs os pés neste território, passou
esta responsabilidade ao espanhol Francisco
Romero. Com o falecimento de Figueiredo em 1551, seu filho Jerônimo Alarcão de
Figueiredo, que também jamais pisou aqui, conseguiu vender a capitania a Lucas Giraldes que também
faleceu em 1565 sem conhecer o que tinha comprado. Seu herdeiro, Francisco
Giraldes, que foi também nomeado em 1588 como Governador do Brasil, veio a
falecer no meado de 1590, sem conhecer a capitania. O último donatário da
Capitania foi D. Antônio José de Castro que manteve a tradição, morreu sem
conhecer a capitania. E assim virou um traço cultural. O prefeito mora em
Salvador e boa parte dos secretários também, até mesmo os fazendeiros de cacau
administram de longínquas terras, muitos não conhecem nem mesmo os limites das
fazendas que herdaram.
Ed Ferreira
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