sexta-feira, 25 de abril de 2014

POLICIA FEDERAL FECHA O CERCO EM BABAU QUE SE ENTREGA EM BRASÍLIA




O índio Rosivaldo Ferreira da Silva, conhecido como cacique Babau Tupinambá, um dos líderes do movimento indígena do sul da Bahia, se apresentou nesta quinta-feira, 24, logo após sua participação em evento , à sede da Polícia Federal, em Brasília. O cacique é acusado de participação e orquestração do assassinado de um pequeno agricultor em fevereiro deste ano. De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), já foram apresentados dois pedidos de habeas corpus em favor de Babau, um na Bahia e outro no Superior Tribunal de Justiça (STJ).


Pela manhã, Babau Tupinambá participou de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e negou participação no crime. Segundo ele, há uma tentativa de criminalizar os movimentos dos índios para retirá-los das suas terras. De acordo com o secretário executivo do Cimi, Cleber Buzatto, a decisão de se apresentar à PF em Brasília e não à Justiça da Bahia se deve ao temor de que o cacique sofresse um atentado. O conflito entre índios e fazendeiros ocorre em uma área localizada na região conhecida como Serra do Padeiro, onde, nos últimos meses, índios ocuparam várias propriedades rurais. O foco maior do conflito está na cidade de Buerarema, mas há também fazendas ocupadas em Una e em São José da Vitória, além de Ilhéus. As ocupações, que os índios classificam como "retomada do território sagrado", foi a forma encontrada pelos tupinambás para exigir do governo federal a conclusão do processo de demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença. O processo de resistência indígena foi iniciado no segundo semestre do ano passado, gerando grande tensão no sul da Bahia. A área de 47.376 hectares (1 hectare equivale ao tamanho de um campo de futebol) foi delimitada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em 2009. Desde então, os índios cobram que o Ministério da Justiça expeça portaria declaratória reconhecendo a região como território tradicional indígena. Feito isso, ainda será preciso aguardar que a Presidência da República homologue a área

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