Todo mundo se lembra dos blackblocs e daqueles patetas com máscaras de “anonymous” que, um ano e meio atrás, eram a “sensação” dos “movimentos” de rua.
Desapareceram ou viraram grupinhos de “meia-dúzia”, sem qualquer significado social.
Quando perderam a mídia, minguaram para isso.
Não tenham dúvidas de que é esse o destino dos “whiteblocs” que fizeram as manifestações pró-ditadura, inclusive com o primor de selvageria do deputado Eduardo Bolsonaro subir ao palanque com uma pistola na cintura, dando à Avenida Paulista um toque de Imperatiz do Maranhão quando eu a conheci, nos anos 80. Nem lá, hoje, se vai a palanque de arma na cinta.
Seu perigo se limita a sua própria loucura, como no caso do cinegrafista da Band, pelo risco que colocam à integridade física e à vida dos passantes e da imprensa.
São gravíssimos quanto a isso, mas pouco relevantes na política.
O problema político que Dilma terá de enfrentar não são os “coxinhas”.
São os “coxões”: da mídia, do Congresso, do Judiciário (e de partes do próprio Executivo) e do poder econômico.
Formam uma trupe que tem seus bobos da corte, como Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino e outras peças do gênero, embora andem recebendo, até, o auxílio luxuoso de Fernando Henrique, com baboseiras como a de seu artigo de ontem, onde prega a “ofensiva” contra o governo eleito.
Em geral, porém, estão bem homiziados atrás de um discurso institucional, prontos a dizer que as suas vontades são a “verdade única” e o caminho obrigatório do governo que se elegeu apesar deles.
Os pobres (só de espírito, claro) “buchinhas” da Paulista são só uma emanação da sua vontade, como os blocs foram da oposição de direita.
Embora sirvam, neste momento, para manter como pauta da mídia um clima de acirramento e ódios que só existe numa parcela minúscula de inconformados com a democracia.
Como os seus antecessores mascarados.
No seu blog, no UOL, Mário Magalhães traça um bom retrato do que esta turma consegue: nada.
Perigosos são os outros, que os inspiram.
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