segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ex-secretário defende 'mais agilidade' no governo


EX-SECRETÁRIO DEFENDE 'MAIS AGILIDADE' NO GOVERNO

Fora da Secretaria de Desenvolvimento Econômico há duas semanas (por decisão pessoal), James Correia defende "uma resposta mais rápida" do governo para atrair novos investimentos para a Bahia, "principalmente em um momento de crise econômica"; para ele, "atitudes conservadoras podem atrapalhar as empresas que querem vir para a Bahia"; "Quando eu falo em conservadorismo é o que houve no final do ano passado, que para a gente assinar um simples protocolo na Fazenda, demoramos mais que o tempo de fazer uma licença ambiental. Então, é uma situação que preocupa em tempo de crise, em que precisamos ser ágeis para atrair o máximo de empresas"


Bahia 247 - Fora da Secretaria de Desenvolvimento Econômico há duas semanas (por decisão pessoal), James Correia defende "uma resposta mais rápida" do governo para atrair novos investimentos para a Bahia, "principalmente em um momento de crise econômica".

Para ele, "atitudes conservadoras podem atrapalhar as empresas que querem vir para a Bahia".

"Quando eu falo em conservadorismo é o que houve no final do ano passado, que para a gente assinar um simples protocolo na Fazenda (comandada pelo secretário Manoel Vitório), demoramos mais que o tempo de fazer uma licença ambiental (que em regra leva meses). Então, é uma situação que preocupa em tempo de crise, em que precisamos ser ágeis para atrair o máximo de empresas".

Em entrevista ao jornal A Tarde, James Correia avaliou que "a visão conservadora" da pasta de Vitório não tem sentido dentro de uma política de atração de investimentos, citando a não liberação de incentivos a uma nova fábrica em Feira de Santana como exemplo. "Temos que pensar numa Bahia bem maior".

O ex-secretário negou que tenha havido atritos com o vice-governador João Leão (PP), o que, segundo rumores, teria motivado sua saída da Secretaria de Desenvolvimento). Segundo ele, o que houve foi uma "divergência" em relação à ocupação de duas diretorias da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic), que para ele deviam priorizar pessoas da área técnica.

"Na Sudic, o que eu questionava é que nós temos mais de R$ 2 bilhões em terrenos e tem que ter técnicos conduzindo isso. Então, acho que os governos têm que amadurecer para, nas negociações políticas, incluir menos estes cargos, que são essencialmente técnicos".

Nenhum comentário:

Postar um comentário