Considero muito importante registrar nesta tribuna uma preocupação dos agricultores da região do Sul da Bahia, que é caracterizada pela força da produção cacaueira.
Como é do conhecimento geral, esta região teve seu auge econômico no passado, com base na produção de cacau, abastecendo não só a indústria nacional como exportando para todo o mundo. No entanto, mudanças no cenário mundial, a entrada de produtores africanos no mercado e as dificuldades ocasionadas pela praga que assolou a cultura cacaueira, levaram a região a uma crise crônica - nos últimos vinte anos - que atualmente começa a ser superada.
Em 2012 nossa produção de cacau alcançou a cifra de 135.000 toneladas. As previsões para 2013 são ainda mais otimistas, alcançaram o total de 155.000 toneladas na região. Somadas à de outras regiões, a produção nacional cobrirá com folga as necessidades do mercado interno, que estão estimadas em 220.000 toneladas.
Apesar destas notícias serem bastante alentadoras, elas vêm acompanhadas de uma nova preocupação. Temos notícias que empresários da indústria do chocolate estão buscando importar quantidade considerável de amêndoas de cacau com o objetivo de forçarem o preço para baixo. Com o incremento da oferta, a arroba de cacau, que chegou a ser vendida por R$ 90,00, agora está com o preço em baixa, em torno de R$ 55,00, o que ocasiona grandes perdas aos produtores.
Este fato nos mostra a necessidade de buscar medidas urgentes do Governo Federal no sentido de proteger a produção nacional, evitando a competição predatória e a especulação com os preços, que está impedindo a recuperação de nossa economia regional.
Torna-se urgente definir uma estratégia de desenvolvimento e agregação de valor à produção cacaueira e à produção de chocolates em nossa região, consolidando assim esta indústria tradicional que pode ser a base da recuperação de nossa economia regional e, como aconteceu na metade do século passado, projetar o Brasil como um grande produtor de chocolate.
Muito obrigado,

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