terça-feira, 2 de abril de 2013

FAO anuncia que 2014 será o Ano Internacional da Agricultura Familiar

 Cacau& agricultura Familiar


A ONU declarou 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF 2014). O objetivo é sensibilizar governos e sociedades sobre a importância e a contribuição da agricultura familiar para a segurança alimentar e a produção de alimentos. A informação foi divulgada no último Boletim de Agricultura Familiar da Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO).

Uma boa oportunidade para o Brasil alicerçar os trabalhos na agricultura familiar da rede produtiva do cacau. O caminho para o sucesso da cacauicultura, a exemplo da Amazônia, passa pela “Agricultura Familiar do Cacau”.

As características do cacau na Bahia, desde sua formação passou pelo pequeno produtor, o burareiro (como é conhecido o pequeno proprietário), este quadro mudou depois da era dos “caxixes”, pratica dos coronéis na disputa e ampliação de suas áreas. Depois da crise da cacauicultura, entre as várias que sofreu ao longo de sua história, esta última pegou um cacauicultor sem esteio econômico, seca prolongada, inflação galopante e baixas cotações na bolsa de valores e para agravar a doença vassoura de bruxa.

A partir de 1989 o perfil do produtor de cacau mudou e com a valorização dos movimentos sociais na era Lula, a região passou a resgatar as pequenas propriedades e valorizar a mão de obra familiar.

Segundo o chefe de Políticas da FAO, Salomon Salcedo, o setor é um dos pilares da segurança alimentar regional: “80% das propriedades na América Latina e no Caribe fazem parte da agricultura familiar. O setor gera cerca de 70% do emprego agrícola na região”, afirmou.

AAPC- Aliança Americana dos Produtores de cacau

Se os países da América que produzem cacau formarem uma ampla aliança representativa, teremos a oportunidade de impor e brigar por melhores preços, principalmente porque o cacau da Ásia e da África dependem da mistura do nosso cacau para fornecer um melhor sabor e qualidade.

AIAF 2014

Para organizar as suas atividades do Ano, foi criado o Comitê Mundial de Acompanhamento do AIAF 2014, com a participação de 12 Estados-Membros, além de representantes de agências da ONU, do Fórum Mundial Rural, da União Europeia, de organizações de produtores e do setor privado.

Segundo a FAO, considerando apenas os países do Mercosul, o setor emprega diretamente cerca de 10 milhões de pessoas. Ele também é fundamental em termo de produção: no Brasil, é responsável por 38% da produção agrícola; 30% no Uruguai; 25% no Chile; 20% no Paraguai e 19% na Argentina.

Entretanto, houve um declínio acentuado nos gastos públicos em agricultura nos países em desenvolvimento, particularmente na América Latina e no Caribe. Nesta região, os gastos públicos totais em agricultura caíram de 6,9% em 1980 para 1,9% em 2007. Esta relação é de fato a mais baixa entre todos os países em desenvolvimento e contrasta com figuras como o Leste da Ásia e o Pacífico (6,5%), além do Sul da Ásia (4,9%).

Salcedo ressaltou que os governos devem proporcionar um ambiente favorável para que os produtores aumentem seu investimento e produção no setor, combinando a antiga sabedoria dos agricultores familiares com a evolução tecnológica moderna.

As informações são da FAO/ONU, adaptadas pelo Site www.photossintese.blog.br


Nenhum comentário:

Postar um comentário