Um paradoxo: com tantas instituições
de cunho municipal, estadual e federal, presentes no município, mas nenhum toma
providencias em relação às obras irregulares.
Obras irregulares virou normalidade.
Existem diversas entidades de fiscalização de todas as esferas, pela
ordem:
- Federal: AGU; Ipha, Conama, Ministério do Meio Ambiente e Ministério Publico Federal, Denit , CREA,
Marinha, SPU, IBAMA, Projeto Orla,
quando entra na esfera de
interesses nacionais nos casos
específicos dos municípios que tem litoral;
- Estadual : INEMA - Instituto
do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (
órgão de fiscalização ambiental a nível estadual), que assumiu em alguns
estados o papel antes exercido pelo Ibama; Ministério Público estadual,
Conselho estadual de Meio Ambiente, Secretaria de meio Ambiente do Estado,
Derba;
- Municípal : Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Secretaria de
Obras Públicas, Condema, Crea, Projeto Orla, Plano Diretor.
De acordo com a lei federal
5.194/66 a obra que não tenha
sido ou que não esteja sendo executada por profissional habilitado é caracterizada como obra
clandestina. Mas não é o que sido colocado em prática no município. A cidade
está em pleno clímax de construção e raramente se encontra uma placa com os
detalhes da obra e ou responsável!
Há diversos casos que estão escancarados: Avanço de calçada, casas que
se transformam em prédio, transformação de casas residenciais em comercio,
construção de alvenaria em área da união, construções em (APP) Área de Proteção Permanente (Ver projeto Orla de Ilhéus )
Porque não há fiscal para controlar a aplicação das normas, muito menos
há fiscais para controlar os fiscais? Não há necessidade de camuflar, acontece
abertamente, diante de todos.
Somente os profissionais habilitados podem executar obras e serviços de
engenharia e arquitetura, pois estão aptos a oferecer à sociedade um
acompanhamento idôneo e tecnicamente eficaz o responsável pela fiscalização é o
Crea.
Porque qualquer grupo econômico e ou pessoa com poder econômico maior
consegue dobrar a espinha de todo o sistema legal, no município, para que sejam
atendidos os seus interesses imediatos?
Na verdade a única coisa que realmente funciona em Ilhéus e de forma rigorosa é a verdadeira "indústria de multas de trânsito, porém
omissos no controle das empresas
de ônibus que não cumprem horários, itinerários e frequência no transporte de
passageiros.
Os transgressores empresariais já
descobriram que o crime compensa, pois mesmo que sejam condenados,
é muitíssimo mais barato pagar a multa usando pequena parcela do lucro ilegal.
Em terra sem lei e sem fiscal, passa a valer tudo...
Por Ed Ferreira
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