quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Etiqueta em tempos de redes sociais

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As redes sociais deram um grande salto no campo de relacionamentos humanos. Os meios de comunicação que antigamente eram utilizados com a finalidade de realmente fazer a comunicação de assuntos importantes entre pessoas hoje são utilizados como meios de alienação.

Hoje, os meios de comunicação são utilizados para derrubar toda e qualquer moralidade partindo da defesa do individualismo e do direito de fazer o que tiver vontade. Rasgaram a ética, enterram a moral e anularam o princípio básico da comunicação a "imparcialidade".

                "O que não se deve discutir e ou expor nas Redes Sociais."

Como todo comportamento social, devemos ter um manual de etiqueta para as redes sociais. As pessoas usam as redes como se estas fossem um diário!

A principal regra é nos policiarmos mantermos  a privacidade de nossa intimidade.

"É como um amigo. Hoje as pessoas postam no Facebook coisas que diziam para si na frente do espelho", explica Cecilia Lima, consultora de imagem e de mídias sociais. Para a especialista, isso é positivo e é preciso apenas um pouco de habilidade para saber manejar ferramentas que permitem compartilhar ações com grupos ou pessoas escolhidas e até mesmo impedir que outras vejam suas postagens. "Não é preciso desfazer a amizade na maioria dos casos", diz.


Não resta dúvidas que o desenvolvimento das redes sociais nos últimos anos trouxe muitas coisas positivas. Hoje podemos dar os parabéns a amigos distantes, recados etc., em numa questão de segundos. Isso é indiscutível. Mas as redes sociais também trouxeram um excesso de compartilhamentos , como gostamos de lhes chamar, “sangramentos. No whats apps, Twitter,Facebook e Instagram.

Vemos os status todos os dias, as atualizações passivo-agressivas que não é suposto ninguém perceber, mas que todos sabem  até certo ponto porque os três posts anteriores dão pistas suficientes. Todos somos culpados deste pecado até certo ponto. É fácil esquecer que os pensamentos que partilhamos numa rede social estão acessíveis para centenas de “amigos” ou seguidores dissecarem. É muito mais fácil escrever os nossos sentimentos do que verbalizá-los.

O melhor conselho que podemos dar sobre a mistura de redes sociais e relações é: sempre que quiser partilhar demasiado a sua vida sentimental o melhor será ligar para um amigo. Nunca pergunte ao público — nada de bom poderá vir daí. E sabe que mais? Os seus amigos não querem saber da história. É desconfortável. 

Aqui estão algumas dúvidas e alguns exemplos de estados/status sobre relações, românticas, religiosas e ou outras, que não deverá partilhar no Facebook:


1 - As redes sociais multiplicaram os comportamentos equivocados ou apenas expuseram essa realidade?
Aumentaram! E de forma muito rápida também. Alguns comportamentos inadequados só se tornaram possíveis devido à existência das redes sociais. Como, por exemplo, fotografar e marcar pessoas em situações constrangedoras. Alguns deles chegam a extremos, como postar fotos de funerais e expor pensamentos ofensivos, passíveis de punições legais.

2 - É verdade que pessoas podem sofrer de estresse pensando que precisam ficar postando coisas legais para mostrar aos amigos? 

Sim. Há diversos trabalhos científicos hoje que mostram a melancolia que se instala diante da possibilidade de não sermos vistos, de não podermos estar em todos os lugares ao mesmo tempo (como se dá no mundo virtual). Isso já é um fato preocupante e tratado nos consultórios psiquiátricos.

3 - Algumas pessoas somam milhares de amigos no Facebook. Isso é um exemplo de um "sem-noção virtual"?
Sim . Se você é um artista, escritor, jornalista, fotografo, politico e etc. justifica ter um exagerado número de pessoas e seguidores para divulgar suas atividades. Mas amigos de verdade tem que haver um engajamento para partilhar um conteúdo interessante. De nada adianta ter milhares de amigos e não conhecer nenhum pessoalmente, apenas números.


4 - É comum ouvir reclamações sobre os compartilhamentos, postagens, convites para participar de grupos. Existe regra para isso?

É uma questão de bom senso. Deve-se ter em mente o que o outro gostaria de ler, quais seriam seus interesses e a partir daí selecionarmos os convites, por exemplo. Em relação ao que postamos, as consequências serão todas para quem postou: é a imagem da pessoa que está em jogo. O que quer mostrar para o mundo sobre quem você é? Alguém interessante, com algo bacana para dizer ou uma pessoa chata e vazia?

5 - O que é impensável publicar no Facebook? 

Sugiro fazer algumas perguntas antes de postar algo. Alguns exemplos: “Falaria isso pessoalmente?” ; “Gostaria de ler isso sobre mim?”; “O que isso pode contribuir para minha imagem?”; “Qualquer pessoa poderia entrar na minha página agora, sem que isso me causasse qualquer incômodo ou prejuízo?”; “ Isso é realmente interessante para outras pessoas?”; “Isso tem algum caráter preconceituoso”, entre outras antes de clicar na função "publicar".

6 - É possível criar grupos, familiares, amigos. Acha possível postar coisas mais íntimas selecionando o público?
Sim. Devemos nos utilizar destas ferramentas de privacidade que, embora não sejam perfeitas, ajudam a restringir a visibilidade de acordo com os grupos determinados.

7 - As pessoas parecem muito mais felizes, religiosas, amorosas, realizadas nas redes sociais do que na vida real. Isso é de fato exagerado? 

Sim. Não há necessidade de expormos nossos sentimentos religiosos e amorosos, estes são importante apenas para mim. Transparecia é importante sim, porém omitir em redes sociais não é mentir e sim preservar-se.

8 - Não fazemos isso também na vida real? Por exemplo, não colocamos fotos feias no álbum para guardar de recordação. O que pensa sobre isso?
Ninguém quer mostrar seu lado ruim aos outros. É normal tanto na vida virtual quanto na real. O que acontece no mundo online muitas vezes, porém, é um exagero em relação a esse tipo de coisa. O exagero é que prejudica e toma o lugar da honestidade e transparência, que deveriam ser priorizadas.Principalmente para os amigos que lhe conhece.


        "Para não se estressar na rede, vale até mesmo bloquear alguns contatos "


9 - É educado quem posta e publica informações o dia todo no Facebook?
Não diria que é mal educado, mas incômodo. Tudo deve ter sua medida exata ou acaba ficando cansativo e, nesse caso, a pessoa perde amigos e seguidores.

10 - Sou obrigado a curtir as publicações dos amigos? Ou a responder a todos os comentários?
Não. Curta aquilo que lhe transmitiu alguma afinidade, que queira comentar, enfim, que tenha a ver com a sua personalidade. Se for comentar, curta antes.

11- Posso desfazer a amizade com pessoas que estão me incomodando ou que compartilham coisas que me incomodam? 

Sem dúvida. Como no mundo real, evitamos manter contato com quem não está agradando. Podemos chegar ao extremo de bloquear a pessoa, inclusive.

12 - Meu chefe pede para ser adicionado aos meus amigos. Posso recusar, se não tenho intimidade ou não quero que ele veja minhas fotos na praia, por exemplo?
Faça uma lista de privacidade que inclua pessoas deste tipo e, ao postar algo, limite a visibilidade desta lista. Não há necessidade de não adicioná-lo.

13 - Ainda sobre colegas de trabalho, é educado deixar que eles vejam você na praia de biquíni, por exemplo?
Não acho muito adequado. Não acrescentará nada à sua imagem profissional, isso é fato. Limite essas visualizações para esse pessoal. Antes, pense se necessita mesmo postar fotos de biquíni (mesmo para os amigos).

14 - O Facebook pode ser um espaço para desafabar? Se, por exemplo, estou com raiva da chuva, do trânsito, do trabalho, etc.? 

Costuma-se fazer isso, mas além de cair em um lugar comum (um conteúdo inútil) não vai trazer nenhuma solução para os problemas. Evitar será muito melhor.

15 - Cumprimentar amigos pelo aniversário, nascimento do filho, novo trabalho. Posso fazer isso exclusivamente pelo Facebook? Ou no caso de pessoas mais íntimas ou importantes, é preciso completar essa lembrança, com um telefonema, por exemplo?
Telefonema e presença não devem ser deixadas de lado, não! Se a pessoa for mais amiga isso fará um grande bem para todos. Precisamos usar as redes sociais para conhecer pessoas, interagir, mas nunca esquecer que a verdadeira graça está na vida real.

      "Ter controle ao compartilhar fotos e sentimentos evita situações constrangedoras". 


16 - Posso comentar, curtir ou compartilhar informações de pessoas que não são meus "amigos"?

     Curtir ou não curtir? 

Sim .É raro quem não mantenha um perfil no Facebook. A ferramenta que possibilita manter contato com amigos e compartilhar todo tipo de coisa - sentimentos, pensamentos, novidades. E, assim como na vida real, há os que exageram na dose e postam tudo o que vem à cabeça.Mas como estamos em redes para conhecer pessoas, interagirmos etc. Obviamente com a educação necessária para construirmos uma boa imagem virtual.



Fonte: Consultas Ponto a Ponto Ideias e outras consultorias de redes

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Reunião definiu estratégias para regularização de dívidas rurais no Sul da Bahia



Durante reunião promovida pela Amurc em parceria com Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o superintendente do Banco do Nordeste na Bahia, Antônio Jorge Pontes Guimarães Júnior apresentou aos prefeitos e secretários de agricultura do Território Litoral Sul, alternativas para renegociação ou liquidação das dívidas dos agricultores familiares com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O encontro aconteceu nesta segunda-feira, 9, na Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC, em Itabuna, e destacou que cerca de 10 mil agricultores familiares da região podem ser beneficiados com a Lei 13.340, que segundo o representante do BNB, contempla todos aqueles que adquiriram operações de crédito rural até dezembro de 2006 e 2011. “A Lei vigora até 29 de dezembro, mas nós temos dito para os produtores que não deixem para o último momento, que procure o Banco do Nordeste, conheça a sua realidade e ele tenha condição de decidir pela regularização do débito”.

De acordo com o presidente da Amurc e prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, os agricultores familiares estão em situação de penúria, e por conta das dificuldades, tem buscado ajuda das prefeituras. “Esse encontro veio criar facilidades, onde o município pagando 1 % da dívida vai dar condições para que os agricultores tenham acesso ao crédito novamente. Tendo acesso ao crédito são recursos que serão injetados na economia local e isso vai ajudar a criar mais oportunidade de renda para as famílias”, declarou o gestor.

O endividamento dos produtores rurais impossibilita o Banco do Nordeste conceder novos créditos a esses produtores. Consequentemente, o endividamento do município, que é a soma desses endividamentos dos produtores, impossibilita até aqueles produtores rurais que não tem crédito e não tem endividamento possa acessá-lo porque o município está com o índice de inadimplência superior ao que o programa do BNB permite em termos de concessão de novos créditos.

A superintendente da Bahiater, órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Célia Watanabe revelou que tem atuado na mobilização dos agricultores, com o objetivo de esclarecer, de dar informações e apoiar a ida dos agricultores para o processo de quitação das dívidas. “Além disso, a Bahiater tem o papel na mediação, seja na emissão de Documento de Aptidão ao Pronaf - DAP, seja no apoio e no acompanhamento da utilização do recurso”.

Assinado o contrato de duplicação da rodovia Itabuna – Ilhéus -BR-415





O deputado Rosemberg Pinto (PT) participou com o governador Rui Costa da assinatura do contrato da duplicação da rodovia da BR-415, trecho que liga Ilhéus e Itabuna, nesta segunda-feira (09), no centro de Itabuna.

“Trata-se de uma obra que vai proporcionar avanços à economia da região com a melhoria do escoamento da produção agrícola para exportação, via porto de Ilhéus, e faz parte de uma importante rota de turismo na Bahia, a Costa do Cacau. Nesta área urbana, nós temos ainda importantes empreendimentos: UESC, IFBA, UFSB e o Hospital Regional da Costa do Cacau”, comemorou o deputado Rosemberg Pinto.

Serão investidos cerca de R$ 105 milhões para a execução do projeto já autorizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que vai duplicar a rodovia pela margem direita do Rio Cachoeira. Com a duplicação serão beneficiados mais de 511 mil baianos, que circulam pela BR-415 e também pelos municípios de Itacaré, Una, Canavieiras, Buerarema e Uruçuca.



“É um sonho que a região realiza que é planejado há alguns anos e hoje a gente tem a oportunidade de assinar o contrato, e a empresa tem agora um prazo para entregar o projeto e iniciar a obra. É garantia não só de uma estrada, mas integração urbana entre as duas cidades, de forma qualificada, com ciclovias, que possam simbolizar toda a beleza aqui da região sul da Bahia na duplicação da estrada Ilhéus-Itabuna”, afirmou o governador Rui Costa.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Os milionários tomaram todo o poder para si; os pobres têm direito sagrado à rebelião




O projeto dos ricos, a serviço de seu deus-dinheiro: tudo para eles

Celebrar o Dia da Independência na perspectiva do 23º Grito dos Excluídos só é possível a partir de uma leitura correta do fato que hoje define o país: os ricos tomaram de assalto todo o poder institucional do Brasil no processo que culminou no golpe de Estado de um ano atrás. Não há espaço para os pobres no Poder Executivo, no Poder Legislativo, no Poder Judiciário ou no quarto poder, a Imprensa dita “tradicional”. Tudo é para os ricos; aos pobres, nem as sobras do banquete.

As últimas semanas foram fartas em expressões simbólicas, condensadas, verdadeiras lições aos pobres sobre o que foi feito do poder institucional do país.

O símbolo do Poder Executivo são as malas de dinheiro de Geddel Vieira Lima, um dos principais articuladores do golpe e coordenador político do regime dos ricos até ser denunciado por outro ministro da quadrilha de Temer. Mais de R$ 50 milhões em dinheiro vivo nas malas, o que está longe de ser toda a fortuna amealhada por ele ao longo de sua carreira –há muitos outros bens, casas, empresas, carros, lanchas e dinheiro escondidos. Romero Jucá, Moreira Franco, Eliseu Padilha, Antonio Imbassahy, Gilberto Kassab, Mendonça Filho, Raul Jungman, Ricardo Barros, Fernando Bezerra Coelho, José Serra, Aloysio Nunes, Marcos Pereira, todos os ministros escolhidos por Michel Temer e ele próprio são ricos e enriqueceram exatamente como Geddel. Mais que ricos, são todos milionários.

O símbolo do Poder Legislativo é a pesquisa do economista André Calixtre, que demonstrou taxativamente: o patrimônio médio declarado de um senador é superior a R$ 17 milhões e o dos deputados federais e estaduais é de R$ 2,5 milhões. O Congresso Nacional e todo o Poder Legislativo é a casa dos ricos, e não a casa do povo. E este é o patrimônio declarado, o que não inclui malas de dinheiro como as de Geddel, rendas, patrimônio escondido em nome de terceiros –filhos, noras, genros, sogros, tios e laranjas em geral. Eles são na verdade muito mais milionários do que a pesquisa indica.

O símbolo do Poder Judiciário é a revelação de que os juízes recebem em média R$ 47.703,00 por mês. O Judiciário é o resultado dos recursos públicos que são assenhorados pelos juízes, tornando-os homens e mulheres ricos ou ainda mais ricos. Há milhares de juízes que recebem muito mais a média. Sérgio Moro, escalado para perseguir e condenar Lula, se apropria de algo como R$ 65 mil a R$ 77 mil todo mês; desembargadores ganham mais que R$ 100 mil mensais. O caso do juiz que recebeu mais de R$ 500 mil num único mês (aqui) está longe de ser o único. Essa dinheirama toda não leva em conta as viagens, congressos e todo tipo de boca livre e “delicadeza” que os juízes recebem de empresários e associações empresariais. Isso sem falar nos casos de vendas de sentenças sobre os quais reina uma pesada cortina de silêncio e que tornam um número não sabido de juízes em super milionários.

O símbolo do poder Imprensa é a campanha persecutória que todos os veículos pertencentes às sete famílias (Marinho, Frias, Mesquita, Civita, Sirotsky, Saad e Alzugaray) movem contra Lula há anos, sem cessar. A imprensa é o consolidador propagandístico do poder dos ricos e a “amarradora” ideológica da ideia do “direito” à fortuna. Além de seus proprietários serem milionários graças aos recursos públicos que embolsam em subsídios, publicidade e por diversos outros meios.



É uma teia. Banqueiros, empresários, parlamentares e altos funcionários do Legislativo, juízes e a elite do Judiciário, ministros, secretários e outros membros da cúpula do Executivo, promotores, procuradores, delegados, altos executivos, jornalistas, grandes proprietários de imóveis urbanos e rurais… Todos eles, cerca de 2 milhões de pessoas, convergem para um único e grande interesse comum: embolsar os recursos do Estado e todas as riquezas do país para si e impedir os demais 206 milhões de brasileiros e brasileira de terem acesso a qualquer fatia desses recursos e riquezas.

Eles têm um programa urgente: liquidar os direitos trabalhistas e a Previdência Social, privatizar tudo o que possa ser rentável, entregar o solo e o subsolo do país ao capital internacional, cortar todos os investimentos sociais que eles definem como “privilégios indevidos” aos pobres, vetar o acesso de pobres, especialmente negros e indígenas à Universidade e garantir que os recursos do Estado sejam prioritariamente direcionados aos juros da dívida pública, toda ela nas mãos daqueles 2 milhões de pessoas, os rentistas.

Para executar este programa, os milionários que controlam o poder de Estado mobilizam-se num ativismo ímpar. O Legislativo aprova as leis; o Executivo dá consequência a elas ou endereça as medidas de interesse dos milionários para aprovação no Congresso, num jogo a quatro mãos; o Judiciário garante a cobertura legal e sobretudo que toda a contestação ao governo dos ricos seja criminalizada -para isso age, mantendo Rafael Braga, pobre, preto e inocente na cadeia, soltando os assassinos de sem terra e indígenas, garantindo a impunidade dos policiais-capitães do mato que massacram os pobres, perseguindo as organizações populares como o MST, o CIMI, o MTST e outras. A imprensa garante que a verdade seja mantida à distância da população e dissemina a versão que garante o poder e a hegemonia do seu grupo.

Qualquer ação que conteste o poder dos ricos é imediatamente definida como “antidemocrática” ou “atentado à democracia” e combatida, reprimida ferozmente. A isto reduziu-se a democracia, que um dia se pretendeu construtora de consensos e canal para gestão de conflitos e hoje é mera capa para o governo monocrático dos ricos.

O que cumpre aos pobres?

Resistir. Organizar-se. Sublevar-se. Inspirar-se nos valentes dos quilombos que vieram antes, nos libertários de todos os tempos; cultivar a esperança. É hora de acorrer às organizações pobres dos pobres, é hora de tomar coragem para ir às ruas, de atuar em redes de solidariedade e colaboração.

Há vida em abundância, escondida sob a inundação das mídias e poderes dos ricos. Nas comunidades de base que começam a reunir gentes de todos os credos nas periferias, nos núcleos do MST, nos sindicatos, no MTST, nas organizações multirreligiosas como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Pastoral Carcerária, nas iniciativas de economia criativa, ecológica e horizontal vinculadas à agroecologia como a Teia dosPovos e as práticasque se disseminam nos acampamentos do MST.


Há iniciativas localizadas e nacionais. Mas há também as regionais e globais, como o EncontroMundial dos Movimentos Popularesconvocado a cada ano pelo Papa, o Fórum Social Mundial (FSM), a Via Campesina ou o Movimientode Afectados por Represas en América Latina (MAR).

São dois projetos. O do deus-dinheiro. E o do Deus da vida. O deus-dinheiro dos ricos tomou o poder no Brasil. O Deus da vida abençoa os pobres e sua rebelião, a sua sublevação -e anima seu projeto de solidariedade e de partilha.

Os ricos tomaram o país para si. Farão de tudo para impedir os pobres de mudarem a história.

Aos pobres cabe mudá-la.