quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Em Ilhéus, os postos de vacinação contra a febre amarela...



Os locais onde se encontram disponível as vacinas. No período da manhã, nas unidades de saúde Almiro Vinhaes, localizada na Avenida Princesa Isabel, no posto Centro Social Urbano (CSU), no Bairro da Barra, e no povoado de Vila Cachoeira, localizado à margem da Rodovia Ilhéus-Itabuna, já dispõem de salas de vacina.

Já no período da tarde, nos postos do Centro de Atendimento Especializado (CAE III), no prédio da antiga sede da Fundação Sesp, na Avenida Canavieiras, no centro da cidade; e na unidade do Programa Saúde da Família (PSF) situada no bairro da Conquista. No período da noite, as vacinas estão disponíveis nas unidades do PSF dos bairros Ilhéus II e Hernani Sá (Urbis).

“Não há registro de filas nem de movimento anormal nos postos de saúde. Uma só dose é necessária para imunização”,

Fonte: Secretaria de Comunicação Social –



quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Sul da Bahia atende recomendação e vacina contra a febre amarela


O Ministério da Saúde (MS) recomendou a diversos municípios a ampliação de ações da vigilância sanitária com a vacinação contra a febre amarela. Embora alguns municípios, a exemplo de Ilhéus, estejam fora da área de risco, as secretarias municipais de Saúde  já realizam a vacinação nos perímetros urbanos do municípios do Sul da Bahia, com a finalidade de ampliar a ação preventiva.

Consultar médico




De acordo com MS as pessoas acima de 60 anos, que desejam viajar para áreas de recomendação e que nunca tomaram a vacina, também devem procurar seu médico para avaliação e, caso necessário, devem apresentar autorização.


Consultar o médico sobre a necessidade da vacina contra febre amarela, os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue, a exemplo dos que sofremde anemia falciforme. A vacina aplicada (dose padrão) até o momento tem validade para toda a vida, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As pessoas interessadas, que nunca tomaram a vacina, podem tranquilamente procurar os postos de saúde mais próximo do seu bairro em seu município.

Ainda de acordo com nota do Ministério da Saúde, não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais de recomendação para a vacina, mulheres amamentando crianças com até seis meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (por exemplo, lúpus e artrite reumatoide). Entretanto, em caso de dúvida é fundamental consultar o médico.

A febre – A transmissão da febre amarela pode ocorrer em áreas urbanas, silvestres e rurais (intermediária, em fronteiras de desenvolvimento agrícola). As manifestações da febre amarela não dependem do local onde ocorre a transmissão. O vírus e a evolução clínica são idênticos. A diferença está apenas nos transmissores e no local geográfico de aquisição da infecção.


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

OS NORMÓTICOS GANHAM ESPAÇO NA MÍDIA E CONSEQUENTEMENTE NA MASSA ...




A mídia das redes sociais e parte da imprensa escrita, falada e televisiva controladas, criou um neologismo que define de forma magistral o comportamento de grande parte das pessoas contemporâneas – a normose (expressão do filosofo Yves Leloup que define o comportamento de grande parte das pessoas contemporâneas) . Esta expressão se refere às práticas normalmente aceitas pelo consenso social, ou seja, pelas regras convencionais, mas que, na verdade, se configuram em hábitos que, muitas vezes, provocam prejuízos irreversíveis. Por exemplo: o consumismo desenfreado que hoje coloca em risco nosso Planeta. Assim nessa linha surgem boatos direcionados e preconceituosos, julgamento e lixamento popular na politica e na vida cotidiana, mentiras que se tornam verdades apenas em ouvir ou ler uma noticia sem averiguar a fonte.

Segundo Leloup, são considerados ‘normais’ os que aderem a este costume nocivo, e, por outro lado, são ‘loucos’ os que combatem este comportamento. Para Leloup, os primeiros são os normóticos – normais patológicos – mesmo que não tenham consciência disto.

Os temas mais comuns são perseguições e prejulgamentos, religião, politica, exageros e boatos sobre o comportamento e postura humana, exagero ambiental a exemplo do aquecimento global, a guerra pela água potável no futuro e propagandas governamentais tendenciosas, tele novelas ditando hábitos e distorcendo a realidade.

Enfim, foi se o tempo de checar-se a fonte da informação, esperar os julgamentos. Há uma grande irresponsabilidade ao se aceitar qualquer noticia ou comentar, curtir, compartilhar qualquer fato do qual não se tenha total conhecimento e certeza. A ética e a moral bases de boa convivência social estão se deteriorando. A mediocridade ganha espaço e com isso há um exército de manipuladores se aproveitam da NORMOSE coletiva para ditar regras que prejudicam o conjunto social e suas conquistas.



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Festa da Puxada do Mastro acontece neste domingo (14)




A secular festa da Puxada do Mastro de São Sebastião, considerada um dos mais importantes eventos do calendário turístico de Ilhéus, acontece em Olivença, de 11 a 14 deste mês. A realização é da Associação dos Machadeiros e da  prefeitura de Ilhéus, através das secretarias de Turismo e Esporte (Setur), Cultura (Secult) e Saúde (Sesau), com o apoio das polícias Civil, Militar e Rodoviária da Bahia.
Além dos festejos indígenas e religiosos, há uma parte considerada profana do evento que conta com a participação das bandas locais que vão fazer o agito de quinta-feira a domingo.



No domingo (14), o ponto alto da festa, a programação inicia às 5 horas da manhã com alvorada. Na sequência são realizadas diversas celebrações em frente à Igreja Nossa Senhora da Escada, na Praça Cláudio Magalhães, com ritual indígena e a bênção dos machadeiros (religioso). Após o oferecimento de feijoada começa a caminhada de cerca de cinco quilômetros até a mata de Ipanema. Sempre com muitas orações, agradecimentos e rituais em homenagem aos ancestrais os machadeiros fazem a derrubada da árvore por volta das 10 horas da manhã.

Historia

A festa da Puxada do Mastro de São Sebastião em Olivença, tem origem no século XVI  quando padres jesuítas estabelecidos na região em uma tentativa de catequização dos indígenas, apropriam-se de uma manifestação cultural nativa , a corrida de tora, para disseminar elementos cristão entre os indígenas aldeados.


Sua história, esta intimamente relacionada a história de permanecia e resistência dos indígenas de Olivença, que utilizaram-se da festa para a manutenção de traços culturais fundamentais na luta afirmação enquanto povo indígena e demarcação de seu território.
A festa que tem vários ciclos,  inicia-se com a escolha da árvore, por um grupo de machadeiros  os quais determinam qual  será o mastro daquele ano, para que no  segundo domingo de janeiro a comunidade vá buscar e trazer até o centro de Olivença (Aldeia-mãe).




Ainda nos dias que antecedem a puxada do Mastro, a comunidade de Olivença prepara-se para os festejos ornamentando o espaço, realizando apresentações culturais a exemplo do Bloco dos Mascarados, Terno das Camponesas e Boi Estrela. Manifestações essas que ao som da Zabumba e do Sino do Badalo, fornecem o tom da festa e preservam os resquícios da língua Tupi antigo através do Ajuê Dão, Ajuê Dão Dão, única música cantada durante toda o festejo intercalada com trovas e rimas.




No local onde a arvore é  derrubada , denominado de Cepa, existe um misto de fé , devoção e sacralidade, onde indígenas reafirmam seus laços familiares, refletem sobre a comunidade e repassam a tradição para os mais novos através do “Mastaréu” ( um mastro específico para as crianças que realizam um ritual da mesma maneira que os adultos, desgalhando, descascando e puxando o tronco até chegar na primeira praia).



Vários elementos semióticos são observados nesse instante da festa, folhas de árvores e cipó se tornam adereços de cabeça, pedaços de corda se tornam enfeites para o corpo na busca da memória dos antepassados, o mastro puxado pela população é arrastado pelas praias de Olivença até chegar na ladeira principal onde é aguardado por uma multidão que ao som de bandas locais animam a festa.



Após passado o dia da puxada propriamente dita o mastro é substituído na praça, o tronco novo é retalhado e o antigo guardado junto com o mastaréu para ser queimado nos festejos juninos, muitas simpatias e tradições são realizadas no momento em que o mastro é erguido buscando proteção para toda a comunidade.





Atualmente a Puxada do Mastro tem uma organização institucional por meio da Associação dos Machadeiros de Olivença , que devido as proporções que a festa tomou no calendário turístico regional , busca direcionar a programação para melhor atender a todos que apreciam o folguedo.

Fotos: Ed Ferreira


http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2009/resumos/R4-0928-1.pdf