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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

'Fux falou que não tinha prova', diz Carvalho sobre mensalão na TV


O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) afirmou que, antes de ser indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Luiz Fux teria dito que o processo do mensalão "não tinha prova nenhuma" e que "tomaria uma posição muito clara" no julgamento. As declarações foram feitas durante entrevista na noite de ontem (23) ao programa "É Notícia", da RedeTV!.
Carvalho disse que à época Fux o procurou e comentou o processo do mensalão sem ser questionado. Segundo o ministro, Fux afirmou que a ação penal que seria julgada pelo STF era "sem fundamento".
O julgamento do mensalão resultou na condenação de 25 réus, incluindo o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT, José Genoino, e o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares.
Alan Marques - 15.ago.12/Folhapress
Ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República)
Ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência)
Em entrevista à Folha no início de dezembro, Fux afirmou que pensava que não existiam provas e que ficou estarrecido após leitura do processo.
O ministro também admitiu durante a entrevista que houve "baixa exigência" na seleção de nomes para cargos de direção nas agências reguladoras, quando foi questionado sobre a Operação Porto Seguro, deflagrada pela Polícia Federal. Para Carvalho, "falhou o filtro" na escolha dos indicados.
A PF desmontou no final de novembro um esquema de venda de pareceres técnicos fraudulentos para favorecer interesses privados. A investigação atingiu diferentes órgãos do governo federal, como a AGU (Advocacia-Geral da União), a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e a ANA (Agência Nacional de Águas).
O ministro disse ainda que "é muito doloroso" ver "companheiros se enriquecendo ao longo desses anos" ao comentar os escândalos do governo.
Carvalho também adiantou que a presidente Dilma Rousseff pode fazer uma reforma política no ano que vem e que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ajudar nesse processo.
DISPUTAS ELEITORAIS
Questionado sobre as futuras disputas eleitorais, Carvalho disse que não é um "cenário absurdo" que o PT apoie o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para a disputa presidencial de 2018. Para Carvalho, o PT demonstraria maturidade ao abrir possibilidade para outra sigla ser a cabeça de chapa.
O ministro ainda comentou o fraco crescimento econômico de 2012. Segundo Carvalho, o governo ficou "perplexo" com o PIB (Produto Interno Bruto). A previsão do Banco Central é que o PIB seja de 1% neste ano.
Carvalho justificou o discreto desempenho da economia dizendo que "os primeiros anos de um novo governo têm crescimento menor, por ser ano de montagem do governo". Também criticou o ministro Guido Mantega (Fazenda). Questionado se a credibilidade de Mantega ficaria prejudicada ao fazer previsões econômicas acima do que de fato se confirmou, Carvalho respondeu que "é evidente, não vou negar".
Ao comentar as perspectivas para o país em 2013, Carvalho prevê um crescimento maior que o obtido em 2012.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Demóstenes Torres deixa liderança do DEM



O senador Demóstenes Torres (DEM-GO),paladino no combate à corrupção, era um dos que mais criticava o PT e ao Governo do Lula, não passava de um cordeiro na pele de lobo.

Ontem pediu afastamento da liderança do DEM no Senado,em carta enviada ao presidente nacional da legenda, José Agripino Maia (RN). No texto, Demóstenes sinaliza que precisa de mais tempo para se dedicar à defesa das denúncias que o envolve com o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

“A fim de que possa acompanhar a evolução dos fatos noticiados no últimos dias, comunico à Vossa Excelência meu afastamento da Liderança do Democratas no Senado Federal”, disse o senador, na correspondência.

O corregedor do Senado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), enviou pedido de informações ao Ministério Público para saber se há envolvimento de Demóstenes no esquema de corrupção investigado pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Depois dessas informações, Vital do Rêgo definirá se o caso será remetido ao Conselho de Ética da Casa.

Em meio às denúncias de irregularidades, Demóstenes confirmou apenas que havia recebido presentes de casamento – uma geladeira e um fogão importados – de Cachoeira. Porém, vieram à tona informações que o senador mantinha uma linha telefônica para conversar com o empresário.