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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Governo da Bahia lança editais para fortalecer cadeias produtivas




Cacau ,caju, café, laranja, mandioca e até o famoso licuri não chegam à mesa dos baianos num passe de mágica. Do preparar o solo ao comercializar há muitos desafios para os agricultores familiares. Mas, para fortalecer o desenvolvimento das cadeias produtivas da Fruticultura, da Mandiocultura e de Oleaginosas o Governo da Bahia lançou em outubro (2016), em Vitória da Conquista, três novos editais do projeto Bahia Produtiva.


Serão investidos R$ 30 milhões para seleção de projetos orientados para o mercado das três cadeias produtivas, beneficiando assim Organizações Produtivas da Agricultura Familiar (associações e cooperativas) e empreendimentos de economia solidária, legalmente constituídos e com mais de um ano de existência. O Bahia Produtiva é executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa ligada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e conta com financiamento do Banco Mundial.
As cadeias produtivas precisam ser fortalecidas para dinamizar a produção e a comercialização. O resultado será a melhoria da qualidade de vida da população e o estímulo ao desenvolvimento socioeconômico, incluindo os produtos da agricultura familiar e solidária no mercado, e mão de obra qualificada para atender e orientar os agricultores.

Serão priorizadas manifestação de interesse que contemplem investimentos em subprojetos que possam conter inovação tecnológica e que permitam o uso de águas pluviais, energias alternativas renováveis (solar e eólica), utilização de fertilizantes naturais e outras práticas como biofertilizantes de diversas fontes e demais práticas agroecológicas.

A primeira etapa da inscrição deve ser feita eletronicamente no site da CAR(www.car.ba.gov.br) entre os dias 8 de novembro e 01 de dezembro de 2016. Nessa etapa, as organizações devem preencher o formulário eletrônico disponível no sistema. Mais informações podem ser obtidas no Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF) de cada região ou no próprio site da CAR.

Mandiocultura: Edital de Chamada Pública Nº 07/2016

Seleção de subprojetos orientados para o mercado da cadeira produtiva da Mandiocultura. Meta do Edital: financiar 25 subprojetos

Valor: R$ 10.000.000,00 (Dez milhões de reais)

Podem participar dois tipos de proponentes:

Tipo1: Subprojetos envolvendo um grupo de no mínimo 20 e, no máximo, 50 beneficiários. Valor máximo: R$ 500.000,00 (Quinhentos mil reais)

Tipo 2: Subprojetos envolvendo um grupo de no mínimo 51 e no máximo 200 beneficiários. Valor máximo: R$ 1.500.000,00 (Um milhão e quinhentos mil reais)

Os municípios precisam integrar um dos seguintes Territórios de Identidade: Litoral Norte/Agreste Baiano, Portal do Sertão, Recôncavo, Sudoreste Baiano e Vale do Jiquiriçá.

Cultura de Oleaginosas – Edital de Chamada Pública Nº 08/2016

Seleção de subprojetos orientados para o mercado da cadeira produtiva das Culturas Oliaginosas. Meta do Edital: financial 12 subprojetos

Valor: R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais)

Investimentos em subprojetos orientados para o mercado na cadeia produtiva do licuri.

Podem participar dois tipos de proponentes:

Tipo 1: Subprojetos envolvendo um grupo de no mínimo 20 e no máximo 50 beneficiários. Valor máximo: R$ 500.000,00 (Quinhentos mil reais)

Tipo 2: Subprojetos envolvendo um grupo de no mínimo 51 e no máximo 100 beneficiários. Valor máximo: R$ 750.000,00 (setecentos e cinqüenta mil reais)

Os municípios precisam integrar um dos seguintes Territórios de Identidade: Piemonte da Diamantina, Bacia do Jacuípe, Sisal, Piemonte Norte do Itapicuru

Fruticultura – Edital de Chamada Pública Nº 09/2016

Seleção de subprojetos orientados para o mercado da cadeira produtiva da Fruticultura. Cadeias produtivas do cacau, da laranja, do caju, do coco e do café. Meta do edital: Financiar 60 subprojetos

Valor: R$26.000.000,00 (vinte e seis milhões de reais)

Poderão participar dois tipos de proponentes:

Tipo 1: subprojetos envolvendo um grupo de no mínimo 20 e no máximo 50 beneficiários. Valor máximo: R% 500.000,00 (quinhentos mil reais)

Tipo 2: subprojetos envolvendo um grupo de no mínimo 51 e no máximo 200 beneficiários. Valor máximo: R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais)

Os municípios precisam integrar um dos seguintes Territórios de Identidade, a depender da respectiva cadeia produtiva:

- Cacau: Litoral Sul, Baixo Sul e Médio Rio de Contas;

- Laranja (citrus): Recôncavo Baiano e Litoral Norte/Agreste Baiano;

- Caju:Semiárido Nordeste II e Litoral Norte/Agreste Baiano

- Coco: Litoral Norte/Agreste Baiano

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

"A Desordem Mundial", novo livro de Moniz Bandeira (I)




Moniz Bandeira
Cientista político
Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, mais conhecido como Moniz Bandeira, é um professor universitário, cientista político e historiador brasileiro, especialista em política exterior do Brasil e suas
Nascimento: 30 de dezembro de 1935 (80 anos), Salvador, Bahia.

Estamos cansados das interpretações dos acólitos do sistema imperante que não se renovam e repetem sempre a mesma versão dos acontecimentos nacionais. Ouçamos uma voz das mais autorizadas, do historiador e cientista político baiano Luiz Alberto Moniz Bandeira que nos mostra outro tipo de leitura da política brasileira e de seu entroncamento com a política mundial, especialmente, com a norte-americana. Faz denúncias graves que merecem ser ouvidas. "Neste meu blog publiquei uma apresentação de seu mais recente livro: A desordem mundial (Ed. Civilização Brasileira 2016), um amplo estudo do caótico cenário internacional".
Leonardo Boff.
 Aos 80 anos, ele também tem sido homenageado pela sua vasta obra e história de vida de intelectual engajado. Em junho, foi homenageado pela União Brasileira de Escritores. No dia 4 novembro, a homenagem é na USP. Da Alemanha, onde vive, ele concedeu esta entrevista a Chico Castro Jr para o jornal A Tarde da Bahia no dia 29/10/2016. Vamos aqui reproduzi-la pois trará interpretações novas e instigantes que seguramente enriquecerão a quem nos segue. Leonardo Boff também reproduzido pelo meu blog www.photos-sintese.blog.br .

Qual sua relação com a Bahia hoje? O senhor tem memória afetiva daqui? Sente falta?

Apesar de viver tantos anos longe, nunca deixei de amar a Bahia, onde nasci e me criei, até 18/19 anos de idade, quando passei para o Rio de Janeiro e São Paulo e então me tornei citizen of the world. Porém meus vínculos com a Bahia nunca se desvaneceram. São e continuam profundos. Sou descendente de Garcia d’Ávila, da Casa da Torre, e de Diogo Moniz Barreto, que chegou à Bahia com Tomé de Sousa e foi primeiro alcaide-mor de Salvador. Aí estão minhas raízes, que se alastraram pelo Recôncavo e adjacências. Tenho muitas saudades da Bahia, a Bahia histórica, a Bahia que sempre cultivou a cultura e deu ao Brasil grandes escritores, poetas, romancistas, e homens de ciência. Na Bahia, recebi uma educação humanística, desde o Colégio da Bahia, até o primeiro ano, na Faculdade de Direito, no Portão da Piedade, o que me valeu para toda a minha vida e carreira acadêmica, como cientista político e historiador. Nas duas instituições de ensino tive excelentes professores, dos quais guardo as melhores recordações. E sinto muito orgulho por haver recebido da Faculdade de Filosofia e Ciências Humana da UFBA, importante universidade de meu Estado natal, ora sob a gestão do eminente reitor, Prof. Dr. João Carlos Salles, o título de Dr. honoris causa. Sim, sinto falta de tudo, que tive, na minha infância e adolescência, da comida, das moquecas, mas, até hoje, conquanto a viver na Alemanha há mais de 20 anos, não dispenso a pimenta e a farinha.


“A Desordem Mundial é baseada em formidável documentação, pesquisas de arquivos, trabalho de formiga de um autêntico cientista social”.  “A Desordem Mundial é baseada em formidável documentação, pesquisas de arquivos, trabalho de formiga de um autêntico cientista social”.  
Aqui, os povos também haviam iniciado, em 1999, como os do Oriente Médio, um processo de emancipação e conquistas sociais, a partir dos governos populares de Lula, Chávez, o casal Kirchner, Evo Morales, Rafael Correa e Daniel Ortega.

No afã de destruir tudo e muito rápido, largando no caminho milhões de mortos e mutilados, este operativo de grandes proporções, acabou, igualmente, produzindo uma situação caótica generalizada, de que é exemplo mais significativo o Estado Islâmico (ISIS), hoje incontrolável pelas próprias potências ocidentais, que o conceberam, mas que insiste em cevá-los com armas, estratégia e dinheiro a rodo.

Daí “A Desordem Mundial”, título, muito a propósito, do novo livro do politólogo brasileiro Luiz Alberto Moniz Bandeira, que se projetou como um dos mais argutos analistas internacionais, desde que lançou, em 1973, “Presença dos Estados Unidos no Brasil”, obra seguida de outras 20 obras sobre golpes de Estado na América Latina e outras atrocidades institucionais no resto do mundo.

Ativista, inclusive, nas redes sociais, Moniz Bandeira alia sua erudição e poderosa pesquisa acadêmica, de que muito lhe serviu a militância política, com várias prisões e exílio depois do golpe militar de 1964, para alertar o mundo, desde sua residência na Alemanha, onde vive há vinte anos. Ou, como diz o professor Michael Löwy, do Centro Nacional de Pesquisas Científicas, de Paris, Moniz “nos dá preciosas armas intelectuais para entender e enfrentar e enfrentar esse poderoso adversário”.

Löwy, que assina a orelha de “A Desordem Mundial”, editada pela Civilização Brasileira, e que, em julho, promete estar nas livrarias, considera o livro “um excelente diagnóstico da lógica destrutiva e do desejo total de dominação dos Estados Unidos”.

Lembra o cientista social parisiense, velho companheiro acadêmico do autor, que “A Desordem Mundial”, acompanhada dos subtítulos “O espectro da total dominação – guerras por procuração, terror, caos, catástrofes humanitárias”, é “baseada em formidável documentação, pesquisas de arquivos, trabalho de formiga de um autêntico cientista social”.

“É, ao mesmo tempo, literatura de combate contra um adversário tenaz e poderoso”, conclui Michael Löwy. Enfim, um livro que promete explicar muito do que está por trás do golpe contra a Dilma e as arremetidas contra a Argentina, Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua, nossos vizinhos e parceiros indispensáveis no processo de emancipação política e econômica, que mal havíamos começado.
 


Principais Obras


Formação do império american...
2005


De Martí a Fidel: a Revoluçã...
1998


Brasil, Argentina e Estados...
2003


Brasil‑Estados Unidos: a rivalidade...
1989


As relações perigosas...
2004

A desordem mundial: o espectro da total dominação por Luiz Alberto Moniz Bandeira / Civilização Brasileira / 644 páginas / R$ 84,90



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Primeira Coletiva de Marão e Nazal




Na manhã da última terça-feira, 4, Mário Alexandre (Marão) e o vice José Nazal, concederam uma entrevista coletiva no auditório do Ilhéus Praia Hotel, no Centro.

Na chegada do evento a imprensa recebeu uma lista das principais mudanças que os novos eleitos pretendem realizar. E com base nela os questionamentos foram feitos.

Emílio Gusmão, coordenador da comunicação da dupla vitoriosa, fez questão de homenagear a equipe que esteve à frente durante a campanha, ressaltando o papel de cada um no processo.
Uma coletiva atípica das costumeiras, condizente com o modo como a dupla (M&N) conduziu o processo eleitoral, simples. Mas o ponto crucial da coletiva foi a forma alinhada de falas da dupla que demonstra estarem imbuídos nos mesmos propósitos ou seja, todo projeto será em combinação com a sociedade civil por meio das representações organizadas. 
A palavra de ordem é parceria. "Pretendemos ouvir a voz da população e todos os projetos serão combinados".Nazal.

Pretendem nomear com base na qualificação técnica e não politica. “Não importa o partido ou quem a pessoa votou, o que está em jogo é o melhor para Ilhéus”. Disse Marão. 

A saúde e a educação é o foco principal de (M&N), mas também pretendem resgatar os eventos culturais tradicionais e impor uma marca definitiva para Ilhéus, pois cada governante que entra cria uma que acaba sendo esquecida com a mudança de governo, sem contar os custos. 
A questão ambiental é também um dos pontos que receberá uma atenção especial desse novo governo.

O reflexo da eleição de (M&N) foi a voz do povo que clamava por uma mudança, um povo que não mais aguentava tanta arrogância e prepotência de um grupo que já estava se perpetuando no poder. Cabe aos dois interpretar este recado por meio de ações. Sentimos nas falas que há uma perspectiva de um governo mais participativo, se isso se der, tenho certeza que ambos terão o respeito da sociedade civil na condução do processo administrativo.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Fórum Brasil de Direito Eleitoral


Dias 04, 05 e 06 de agosto de 2016
Apresentação

O auditório Ondina do Hotel Bahia Othon Palace em Salvador, Bahia, receberá o Fórum Brasil de Direito Eleitoral, nos dias 04, 05 e 06 de agosto de 2016, que contará com os maiores nomes da área Eleitoral no Brasil com a finalidade de discutir os temas mais polêmicos das leis eleitorais e da democracia.

Contará com a presença já confirmada de Ministros e ex-Ministros do Tribunal Superior Eleitoral, Juízes membros de Tribunais Regionais Eleitorais, membros do Ministério Público Eleitoral, juristas, professores da área eleitoral, parlamentares e governantes, além de advogados com vasta experiência no Direito Eleitoral, tendo eles atuação no TSE e nos TREs, na defesa de partidos políticos e em campanhas para presidente da República, de governadores e prefeitos das mais variadas cidades do Brasil.

O Evento é uma realização da Escola Superior de Advocacia da OAB/BA e da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia. Possui apoio institucional do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por intermédio de sua Comissão Especial de Direito Eleitoral, da Assembleia Legislativa da Bahia, da UPB - União dos Municípios da Bahia, Escola Judiciária Eleitoral da Bahia, do Tribunal Regional Eleitoral baiano, do Tribunal de Justiça da Bahia, do Tribunal de Contas da União, dos Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios da Bahia, do Ministério Público Eleitoral, do Governo do Estado e Prefeitura Municipal do Salvador.

Será direcionado de forma especial aos pré candidatos a prefeito e vereador, seus assessores, advogados que atuarão na área eleitoral, membros e servidores do Judiciário Eleitoral e do Ministério Público, os quais terão a importante incumbência de aplicar as regras eleitorais. No evento, além das palestras e debates, também ocorrerá o lançamento de livros da autoria dos seus participantes.

É uma oportunidade ímpar para toda a comunidade política e jurídica a atualização sobre as regras do jogo.

Contará com a execução das empresas Bona Fide Eventos e Attari Comunicações.

Uma oportunidade ímpar para toda a comunidade política e jurídica





Palestrantes

(*pendente de confirmação)

Ademir Ismerim, Advogado
Admar Gonzaga, Ministro do TSE
Adriano Soares da Costa, Advogado e Jurista
Ana Cláudia Santano, Professora Pós-Doutora
André Costa, Advogado e Presidente do ICEDE
André Maimoni, Advogado
André Mattos, Advogado
Ângelo Goulart Villela, Procurador da República – PGE*
Arnaldo Versiani, Advogado e ex-Ministro do TSE
Augusto Aras, Subprocurador-Geral da República
Bruno Calfat, Advogado
Bruno Rangel, Advogado e Presidente da CDE-OAB/DF
Carlos Frazão, Professor e Assessor de Ministro do TSE
Cyntia Possídio, Advogada e Diretora-Geral da ESA-OAB/BA
Edilene Lobo, Advogada e Jurista
Erick Pereira, Advogado e Presidente da CDE-CFOAB/DF
Fabiana Pellegrino, Juíza e Diretora da EJE-TRE/BA
Fábio Medina Osório, Advogado Geral da União
Fabrício Medeiros, Advogado e Professor
Flávio Nogueira, Assessor de Bancada e Professor
Gabriela Rollemberg, Advogada
Georgia Nunes, Advogada e Professora da ENA
Gilmar Mendes, Ministro Presidente do TSE*
Gustavo Guedes, Advogado e Vice-Presidente do IPRADE
Gustavo Kanffer, Advogado
Gustavo Severo, Advogado e Primeiro Secretário do IBRADE
Henrique Neves, Ministro do TSE
Hércules Fajoses, Desembargador do TRF 1ª Região
Isabel Mota, Advogada
Joel Neiva Jr., Advogado
Joelson Dias, Advogado e ex-Ministro do TSE
José Antonio Dias Toffoli, Ministro do STF*
José Eduardo Alckmin, Advogado e ex-Ministro do TSE

José Pires, Advogado
Karina Kufa, Advogada e Presidente do IPADE
Kelly Barros, Advogada
Luiz Fernando Pereira, Advogado e Professor Doutor
Luiz Fux, Ministro Vice-Presidente do TSE*
Luiz Viana Queiroz, Advogado e Presidente da OAB/BA
Marcelo Ribeiro, Advogado e ex-Ministro do TSE
Márcio Luiz Silva, Advogado
Margarete Coelho, Advogada e Vice-Governadora do Piaui
Maria Claudia Buchianeri, Advogada
Maria Quitéria Mendes, Presidente da UPB
Marilda Silveira, Advogada e Professora
Michel Saliba, Advogado
Rafael Barretto, Advogado e Professor
Rafael Mattos, Advogado e Professor
Rafael Mota, Advogado
Roberto Maynard Frank, Desembargador do TRE/BA
Ruben Mariz, Advogado
Ruy Nestor, Procurador Regional Eleitoral-BA
Sara Mercês, Advogada
Sérgio Banhos, Advogado e Vice-Presidente do IBRADE
Sérgio Victor, Professor e Assessor da Presidência do TSE
Sidney Neves, Advogado e Secretário-Geral da CDE-OAB/DF
Tâmara Medina, Advogada
Tarcísio Vieira de Carvalho, Ministro do TSE
Telson Ferreira, Desembargador do TRE/DF
Thiago Bovério, Advogado e Segundo Secretário do IBRADE
Tiago Ayres, Advogado e Professor
Tiago Cedraz, Advogado
Torquato Jardim, Ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, ex-Ministro do TSE
Vagner Cunha, Advogado
Walber de Moura Agra, Advogado e Professor Pós-Doutor

Programação

(poderá ser alterada sem prévia comunicação)

Primeiro dia
(04 de agosto – quinta-feira)
12:00 – Início do credenciamento dos participantes
13:00 – Liberação de acesso ao auditório
14:00 – Composição da mesa solene de abertura e saudação da Coordenação
14:30 – Primeira Conferência do dia de abertura
15:00 – Primeiro Painel com expositores e mediador
16:00 – Segundo Painel com expositores e mediador
16:45 – Intervalo
17:00 – Segunda Conferência do dia de abertura
17:30 – Terceiro Painel com expositores e mediador
18:15 – Quarto Painel com expositores e mediador
19:00 – Terceira Conferência do dia de abertura

Segundo dia
(05 de agosto – sexta-feira)
09:00 – Primeiro Painel com expositores e mediador
10:00 – Segundo Painel com expositores e mediador
11:00 – Intervalo
11:15 – Primeira Conferência do segundo dia
12:00 – Intervalo para almoço
14:00 – Terceiro Painel com expositores e mediador
15:00 – Quarto Painel com expositores e mediador
16:00 – Segunda Conferência do segundo dia
16:30 – Intervalo
17:00 – Quinto Painel com expositores e mediador
18:00 – Sexto Painel com expositores e mediador
19:00 – Terceira Conferência do segundo dia

Último Dia
(06 de agosto – Sábado)
09:00 – Primeiro Painel com expositores e mediador
10:00 – Segundo Painel com expositores e mediador
11:00 – Intervalo
11:15 – Primeira Conferência do último dia
12:00 – Intervalo para almoço
14:00 – Terceiro Painel com expositores e mediador
15:00 – Quarto Painel com expositores e mediador
16:00 – Segunda Conferência do último dia
16:30 – Intervalo
17:00 – Quinto Painel com expositores e mediador
18:00 – Sexto Painel com expositores e mediador
19:00 – Terceira Conferência do último dia

Inscreva-se já!

Advogados, Juízes, Promotores, Procuradores, Prefeitos, Vereadores e demais profissionais*


R$ 300,00 até 24/07
R$ 350,00 a partir do dia 25/07Inscreva-se


Jovens Advogados (até 5 anos de inscrição na OAB) ou Servidores da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral*


R$ 200,00 até 24/07
R$ 250,00 a partir do dia 25/07Inscreva-se


Estudantes*


R$ 150,00 até 24/10
R$ 200,00 a partir do dia 25/07Inscreva-se



Observações:

* Ao clicar no botão acima, você será redirecionado para o site da Eventick, administradora para pagamentos por cartão de crédito e boleto. Portanto, sobre os valores acima incidirá a taxa da administradora.

* As inscrições também poderão ser feitas por e-mail, mediante depósito identificado ou transferência bancária em conta corrente a ser indicada pela coordenação do evento. Favor enviar e-mail parainscricoes@forumeleitoral.com.br.

* Após a inscrição, caso haja desistência, os valores não serão restituídos. Porém o inscrito receberá um crédito no mesmo valor para o próximo evento executado pela Bona Fide. Para isso deverá encaminhar comunicação informando expressamente da desistência até o dia 01/08/2016, quando terá seu nome excluído do credenciamento. O valor da inscrição não poderá ser transferido para outra pessoa.

* Somente serão aceitos na categoria estudante os matriculados mediante a comprovação por documento emitido por sua Instituição de Ensino.

* Somente serão aceitos na categoria jovem advogado(a) ou servidor da Justiça eleitoral e Ministério Público Eleitoral os profissionais que apresentarem cópia da Carteira da Ordem dos Advogados do Brasil ou cópia da carteira funcional.

* Somente terá direito ao certificado o participante que tiver frequência a partir de 75% do quantitativo de horas do Fórum. Os certificados serão enviados para o e-mail indicado no momento da inscrição.

* Em caso de dúvidas, não deixe de contatar a Coordenação do Evento através dos e-mails faleconosco@forumeleitoral.com.br

* Ao se inscrever, o participante declara aceitar as regras acima.

Realização


terça-feira, 1 de março de 2016

Projeto Orla na Bahia

FozDentre as ações do Programa Nacional de Gerenciamento Costeiro, destaca-se o Projeto de Gestão Integrada de Orla Marítima (Projeto Orla).

Cronologia na Bahia:

2002 – Tem inicio o Projeto Orla na Bahia tendo o município do Conde, Litoral Norte, como piloto dos trabalhos.

Maio de 2005 – Foi realizado um seminário para apresentação a todos os municípios costeiros das ações e de como aderir ao Projeto vivenciando como experiência o Projeto, Projeto Orla do Município do Conde.

2006/2007 – Projeto Orla foi implementado no Município de Ilhéus; e iniciado no Município de Mata de São João.

2008 – Na Bahia foi realizado um seminário, para avaliação do Projeto Orla no Brasil, quando foi dada a posse aos membros da Comissão Técnica Estadual de Acompanhamento do Projeto Orla. Este evento contou com a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Secretaria do Patrimônio da União, Coordenação do Gerenciamento Costeiro dos 17 estados costeiros do Brasil e das Gerencias Regionais desses estados. A abertura do evento foi feita pelo Secretario do Meio Ambiente do Estado da Bahia – Dr. Juliano de Sousa Matos, que posteriormente deu posse aos membros da CTE/ORLA-BA junto com a Gerente Regional do Patrimônio da União na Bahia – Dra. Ana Lucia Vilas Boas.

2009 – Foi realizado em 24 de março “Seminário de Sensibilização e Mobilização do Programa de Gerenciamento Costeiro”, que foi aberto pelo Secretario do Meio Ambiente do Estado da Bahia e pelo representante da União dos Prefeitos da Bahia. Neste evento estiveram presentes representantes dos 53 municípios costeiros baianos, membros da CTE/ORLA-BA, convidados, palestrantes do MMA, SPU, MTur, SETUR/BA, SEMA/BA, MPF e Secretaria de Planejamento do Município de Ilhéus que apresentou o Projeto Orla do Município.

Como resultado do evento houve uma maior visibilidade do Programa GERCO e, principalmente, do Projeto Orla, que passou a ter uma maior demanda das suas ações, por parte dos municpios envolvidos.

Saiba mais sobre o Projeto Orla no Brasil.

Galeria de Fotos

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Um atentado ao Rio Cachoeira à vista de todos...





Além da prolongada estiagem na região, que compromete os principais córregos e riachos que nutrem o Rio Cachoeira, comenta-se que um empresário e fazendeiro conhecido por Raimundo Fontes, proprietário da Fazenda Monte Alto no Km 09 da rodovia Ilhéus /Itabuna, resolveu desafiar todas as leis ao aterrar abertamente um trecho do Rio Cachoeira para fazer um acesso à sua fazenda!

Os tratoristas da Chame Pedreira, trabalham na madrugada para não chamar a atenção. Os vizinhos e as pessoas que passam na altura da curva do Pitú ficam estarrecidos com a situação. O empresário se aproveitou do recesso de fim de ano quando a grande maioria dos dirigentes de entidades fiscais viajam ( Ministério Público, Inema, Secretaria de Meio Ambiente, Policia Ambiental, Delegacia Ambiental) e portanto facilita a ação dos agressores.

A melhor forma de esclarecer é chamar a empresa que está fazendo os serviços :

Chame Pedreira ;Endereço: rod BR 101 - s/n Km 512, Itabuna - BA,(73) 3215-2185

Vejam as fotos:
















sábado, 24 de outubro de 2015

TCU recomenda à Valec que avalie redução de ferrovia

Chefe da Casa Civil afirma que recomendação do TCU é baseada em um 'equívoco de interpretação'

O Tribunal de Contas da União (TCU) sugeriu a redução da Ferrovia Oeste Leste (Fiol) - com a conclusão apenas do trecho entre Ilhéus e Caetité - e quer ouvir o ex-presidente da Valec (estatal responsável pelas obras), José Lucio Lima Machado, atual presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).

O TCU quer uma audiência com Machado para avaliar se ele deve ser multado por assinar contratos para fornecimento de trilhos e outros materiais de forma antecipada, sem observar o andamento das obras.

O ex-presidente da Valec foi procurado por meio da assessoria da Conder, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.

A Valec, por sua vez, disse estar informada dos acórdãos do TCU, embora não notificada oficialmente. "Quando assim ocorrer, a empresa apresentará sua defesa. De todo modo, a Valec cumprirá todas as determinações exigidas pelo Tribunal de Contas", disse a estatal, por meio de nota.

Atraso nas obras

Após analisar a situação dos trechos da Fiol, o tribunal recomendou à Valec, assim como aos ministérios dos Transportes e Planejamento, reavaliar o custo-benefício da ferrovia e considerar como alternativa finalizar somente os lotes 1 a 4 (Ilhéus a Caetité), além de concluir a conexão com o porto de Ilhéus.

Além do atraso na entrega da ferrovia, o TCU menciona "a queda do preço do minério de ferro e possível redução da produção, aumento da taxa de juros paga pelo governo federal e contingenciamento" em meio à crise como fatores que justificariam reavaliar a viabilidade da Fiol.

Pelo cronograma original, o trecho entre Ilhéus e Caetité estaria em operação até janeiro de 2013. Em janeiro de 2014, era prevista a operação até a região de Barreiras e, finalmente, até Figueirópolis (TO) em janeiro de 2015.

O chefe da Casa Civil do governo do Estado, Bruno Dauster, afirmou que a recomendação do tribunal foi baseada em um "equívoco de interpretação". "Claro que existe um atraso significativo, mas nada indica que esse projeto da Fiol e do Porto Sul não tenha a sua plena viabilidade garantida", disse o secretário.

Dauster informou ainda que será publicado na segunda-feira, 26, um decreto de utilidade pública, da Presidência da República, que permitirá a desapropriação da área do Porto Sul. "Isso é pré-requisito para a autorização de supressão de vegetação, dada pelo Ibama, que é o último documento que faltava para fechar o licenciamento ambiental", declarou o secretário.

Materiais antecipados

A aquisição de materiais antes do período necessário já causou prejuízo da ordem de R$ 54 milhões e, a cada mês, continua custando R$ 5,4 milhões ao Tesouro, conforme o tribunal.

Em trilhos, a Valec já havia adquirido, até maio deste ano, 85% da quantidade necessária para a obra. No mesmo mês, porém, a montagem de grade, que começou em janeiro de 2015, atingiu apenas 10% do trecho. "O grande intervalo entre a aquisição e a aplicação dos materiais constitui ato de gestão antieconômico", diz trecho de relatório do TCU.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Porto Sul: Ibama libera emissão de autorização para supressão vegetal


Previsto para a última sexta-feira (31), o aval do Ibama para a liberação das obras do Porto Sul foi anunciado nesta quinta-feira (6) pela presidente nacional do órgão, Marilene de Oliveira a uma comitiva de deputados baianos liderados pela deputada Ivana Bastos, presidente da Comissão da Ferrovia Oeste-Leste e Porto Sul da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Segundo a parlamentar, Marilene afirmou que não há pendências junto ao Ibama para a emissão da Autorização de Supressão Vegetal (SUV) e que o parecer favorável já pode ser assinado a qualquer momento. Para emitir a autorização, o órgão aguarda o Decreto de Utilidade Pública (DUP) da área a ser emitido pela Secretaria de Portos da Presidência da República, com assinatura pela ministra do Meio Ambiente e da presidente Dilma Rousseff. Coordenador de acompanhamento de políticas de infraestrutura, Eracy Lafuente, assegurou que o governo do Estado já tomou as medidas necessárias para a liberação do DUP. Acredito que estamos encerrando um longo ciclo de luta em favor da implantação do Porto Sul. Não abriremos mão deste projeto tão essencial para nossa Bahia”, disse Ivana. A comitiva incluiu também os deputados federais, Bebeto, Daniel Almeida, Davidson Magalhães, os deputados estaduais Zé Raimundo, Fabíola Mansur, Fátima Nunes, Ângela Souza e Bira Coroa, e Ailton Fonseca, 
representando a Bahia Mineração (Bamin).

















Fonte: Bahia Noticias

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ferrovia Bioceânica pode ser saída para viabilizar a Fiol

Logística

Ed Ferreira: Complexo Intermodal Porto Sul
Chineses, principais interessados no projeto, pediram informações à estatal federal Valec sobre a construção da Fiol, seu traçado e a previsão de ligar sua malha à Ferrovia norte-sul


Depois de ser completamente ignorada pelo governo no novo pacote de concessões anunciado no mês passado, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que está em construção na Bahia, passou a ser analisada como uma alternativa para viabilizar o traçado da chamada "Ferrovia Bioceânica", projeto previsto para cortar o Brasil e o Peru, ligando por trilhos os oceânicos Atlântico e Pacífico.

Os chineses, principais interessados no projeto, pediram informações à estatal federal Valec sobre a construção da Fiol, seu traçado e a previsão de ligar sua malha à Ferrovia norte-sul.

Com 1.527 km de extensão, a Fiol está desenhada para sair de Figueirópolis (TO), por onde já passa a Norte-Sul, e avançar pela Bahia até chegar a Ilhéus, no litoral. A avaliação é de que essa rota poderia substituir o plano de construir uma nova linha na região Sudeste, cortando Minas e o Estado do Rio, até chegar ao Porto do Açu.

Há uma diferença crucial entre a Fiol e o traçado da região Sudeste previsto para a Bioceânica: a ferrovia baiana é uma obra real, um projeto que já consumiu R$ 3 bilhões dos cofres públicos. O problema é que, hoje, a ferrovia da Bahia está com sua viabilidade em xeque, por conta da crise econômica internacional, que jogou na lona o preço do minério de ferro.

Iniciada em 2010, a Fiol foi projetada para escoar o minério que passaria a ser extraído em grande escala em Caetité, na região central da Bahia. Além disso, da fronteira com o Tocantins sairia a produção agrícola daquele que já é o segundo maior polo de algodão do País, além da forte produção de soja. A queda no preço do minério de ferro, no entanto, levou o governo a simplesmente retirar o projeto de suas prioridades. Ironicamente agora é a Bioceânica, um projeto desacreditado por muitos especialistas e economistas, que poderia trazer uma nova "razão de ser" para a conclusão da Fiol.

Prevista para ser concluída em julho de 2013, a Fiol enfrenta hoje a redução no ritmo de obras - e até mesmo paralisação total - em seus lotes. Dos 1,5 mil km do traçado, os primeiros 500 km ainda não têm sequer data para serem licitados. No segundo bloco de 500 km, a execução física das obras é de apenas 6%. Nos últimos 500 km, que avançam até Ilhéus, são aproximadamente 60% de execução.

O grupo de engenheiros chineses enviado ao Brasil vai analisar todas as possibilidades. Nas últimas semanas, esse grupo percorreu, de carro, mais de 4 mil km, entre os municípios de Campinorte (GO), onde passa a Norte-Sul, até a cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, próximo à fronteira com o Peru. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte:Agência Estado

sexta-feira, 19 de junho de 2015

A estratégia para a Fiol e o Porto Sul e o deficit turístico na Bahia



Todo mundo acha que a Ferrovia Oeste-Leste, no trecho Caetité/Ilhéus, vai ficar pronta antes do Porto Sul. Apesar disso, o governo do Estado permanece disposto a viabilizar a construção do Porto Sul, mas estuda outras hipóteses para evitar o desastre de ter uma ferrovia sem porto. A primeira hipótese é a Fiol atrasar por causa do ajuste fiscal, o que provavelmente vai acontecer, já que atualmente a Valec está sem repasses e destinou seu parco orçamento para a compra de trilhos. 

A outra proposta é usar uma nova tecnologia portuária para construir o Porto Sul, baseada em caixões pré-moldados, montados em diques flutuantes, que eliminaria a necessidade de construção de um quebra-mar, o que reduziria custo e prazo do investimento. Mas não existe sequer projeto para isso e o governo ainda pensa em contratar uma empresa para fazer os estudos.

A terceira hipótese é uma solução emergencial: utilizar o Porto do Malhado, em Ilhéus. Supondo que a Bahia Mineração não vai entrar em plena operação tão cedo, por conta dos problemas que está enfrentando, seria possível dar início a exportação pelo Porto de Ilhéus de algo como 10% ou 20% das 20 milhões de toneladas/ano previstas. Isso até o Porto Sul ficar pronto.
 
Não é consenso e há quem considere inviável. Já exportar o minério pelo Porto de Aratu também seria uma hipótese, mas quebraria o eixo central do projeto que é a desconcentração econômica da RMS em benefício do interior.

Finanças estaduais: sinal vermelho
A situação das finanças estaduais é delicada. A Receita Corrente do Estado, por exemplo, apresentou queda real de quase 2% no primeiro quadrimestre do ano e o crescimento da arrecadação de ICMS também ficou um pouco abaixo da inflação. Para completar, as Transferências Constitucionais registraram uma queda real de quase 5%. O problema é que a arrecadação de ICMS do Estado, que representa 85% do total das receitas, está oscilando fortemente neste ano de 2015. Após um primeiro trimestre fraco, no qual apenas no mês de março a arrecadação conseguiu empatar com a inflação, o mês de abril registrou um aumento espetacular na arrecadação, com um crescimento nominal de 20%.

Ocorre, no entanto, que no mês de maio, ao contrário, a arrecadação voltou a se reduzir, mostrando que o ano de 2015 pode ser de grande instabilidade no âmbito tributário. A secretaria da Fazenda está preocupada, especialmente com crescimento das despesas com pessoal, mas, ainda assim, comemora a  evolução dos investimentos, que cresceram 51% em relação ao primeiro quadrimestre de 2014. O resultado foi bom, mas o montante de R$ 511 milhões investidos representa menos de 10% do que o Estado prevê investir no ano e a maior parte dele se refere à continuidade de programas e projetos em andamento. O esforço do governo estadual é grande, mas a situação dos estados brasileiros é de pires na mão e na Bahia não é diferente.

João impaciente
Monteiro Lobato gostava de contar a fábula de João Impaciente e sua galinha dos ovos de ouro. Dizia que João descobriu no seu quintal uma galinha que punha ovos de ouro, mas, como nunca tinha posto antes, ficou pensando que ela poderia deixar de por a qualquer momento. Apressado, preferiu não esperar que o ouro caísse em sua bolsa de gota em gota. Achou que a galinha trazia um tesouro no ovário e que era bobagem ficar esperando se, num instante, podia conseguir a ninhada inteira. E matou a galinha. Mas dentro dela só havia tripas e João Impaciente morreu sem vintém. A fábula de Lobato lembra-me os irresponsáveis que desejam recriar a CPMF e criar mais impostos, extraindo do contribuinte e do empresário brasileiro o ouro que ele não tem.


O turismo pede socorro

O turismo em Salvador está pedindo socorro. Nos cinco primeiros meses do ano, o setor demitiu 4 mil trabalhadores e a taxa de ocupação média dos hotéis caiu para 49%, uma das mais baixas dos últimos anos, segundo a Federação de Hospedagem. Após ter crescido um pouco nos meses de janeiro e fevereiro, quando o Réveillon, o Carnaval e as férias atraíram milhares de turistas, a atividade sofreu uma forte contração a partir de março, não apenas por conta do ajuste fiscal do governo, mas também por conta da retração que a cidade vem sofrendo há anos no fluxo do turismo de negócios.


O ajuste fiscal atingiu em cheio a atividade turística, afinal, na hora em que o bolso aperta, preserva-se os itens indispensáveis para a sobrevivência e adia-se as viagens e até as férias. E quem trabalha com turismo, sabe que turismo de lazer tem seu forte nos meses de janeiro, fevereiro e julho, por motivos óbvios, e esse é um tipo de turismo fortemente afetado pela crise.

Sendo assim, o turismo de negócios é quem sustenta a atividade durante o ano e, felizmente, esse tipo de turismo não é tão afetado pela crise. E é aí que está a explicação para o fato do turismo na Bahia estar pedindo socorro: a falta de equipamentos desestruturou o turismo de negócios em Salvador e esse processo, que vem desde de 2012, ou antes, não apenas fez com que o estado perdesse a liderança do setor no Nordeste, como está impedindo que ele possa se constituir em uma alternativa para a queda no fluxo do turismo de lazer.


O maior problema é, sem dúvida, o abandono e a degradação do Centro de Convenções, o único espaço disponível para receber eventos de grande porte na cidade. O presidente do Salvador Destination, Paulo Guadenzi, me diz que por causa disso a Bahia já perdeu 9 grandes congressos médicos, variando entre 4.500 e 8 mil participantes entre 2015 e 2017. Esse é, sem dúvida, o principal condicionante e, independente de quem deixou a situação chegar a esse ponto, é urgente dar início à reforma do Centro de Convenções com dinheiro que tem de sair dos cofres do estado.


Note-se que isso não impede a montagem de uma engenharia financeira para viabilizar a construção de um novo Centro de Convenções no Comércio, como já se discutiu aqui, mas é fundamental que a reforma do atual centro seja iniciada imediatamente. Não vamos esquecer que Fortaleza, nosso maior concorrente no setor, construiu um supercentro de convenções todo climatizado e financiado pelo governo federal.


É verdade que Salvador tem equipamentos excelentes para sediar eventos e seminários, a exemplo da Arena Fonte Nova – que se consolida nessa área e pode até no futuro ter seu próprio Centro de Convenções – e a tendência é a ampliação desses espaços na cidade. Mas, pelo tipo de equipamento que representa, a reforma do Centro de Convenções e a recuperação do Pavilhão de Feiras é urgente e o secretário de Turismo, Nelson Pelegrino, deveria estar dormindo, acordando e sonhando com isso, além, é claro, de estar lutando com todas as forças para atrair para Salvador o chamado Hub da TAM no Nordeste, ou seja, o posto de distribuição de passageiros para a Europa e EUA que, tudo indica, irá para Recife ou Fortaleza.


Além do Centro de Convenções, é urgente que seja finalizada a famigerada reforma do aeroporto de Salvador, que deveria estar pronta desde a Copa do Mundo, mas aí, pelo menos, o anúncio de sua privatização veio trazer alento ao setor. O fato é que o turismo é fundamental para Salvador não só porque esse setor é uma de suas principais vocações econômicas, mas principalmente porque o turismo é uma saída para a crise e porque é o caminho do futuro, afinal, quando o Brasil voltar a crescer, o setor vai deslanchar e aí quem estiver mais preparado vai assumir a liderança.


Por: Armando Avena/ Adaptado para o photossintese



segunda-feira, 8 de junho de 2015

A eleição - 2015/2018 - da FAEB movimenta os meios políticos e empresariais da Bahia


A missão da FAEB é representar, organizar e fortalecer o produtor rural baiano, defender seus direitos e interesses, promovendo o desenvolvimento econômico, social e ambiental do setor agropecuário.

O atual presidente, João Martins , implantou uma verdadeira “ditadura do Poder”, há 15 anos encastelado no poder, o atual presidente quer mais um mandato, e nesse jogo o mesmo usa as benevolências do cargo ao seu favor.


O prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), encabeça a chapa de oposição a João Martins na presidência da Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb).

O mote da campanha de Cardoso é "Renovar para Avançar"

Para isso, o prefeito de Andaraí montou sua chapa com os presidentes dos sindicatos de Ilhéus, Milton Andrade; de Irecê e Região, José Carlos Carvalho; de Feira de Santana, Carlos Henrique; de Mairi, Vandevaldo Carneiro; e de Rui Barbosa, Pedro Augusto. A chapa já conta também com parte jurídica, com os advogados Ivan Soares e Ademir Esmerim.

Milton Andrade  Júnior



Na oposição, concorrendo ao cargo como vice presidente está Milton Andrade Júnior, agricultor, engenheiro agrônomo com uma larga experiência no Sindicato dos Produtores de Cacau de Ilhéus. Indicado por unanimidade para ser vice-presidente na chapa. Com Milton Andrade, o Sul da Bahia terá pela primeira vez um representante com legitimidade para discutir e planejar a resolução dos vários problemas que afligem o desenvolvimento econômico, social e ambiental no Sul da Bahia e em especial a cacauicultura.

Um candidato com compromissos de planejar as principais diretrizes que afligem o Sul da Bahia:

- Endividamento da cacauicultura e disponibilização de créditos novos para investimento e custeio.

- Insegurança Jurídica no campo, decorrente de invasões indígenas, quilombolas e movimentos sociais (MST, MLT e outros).

- Revisão dos mecanismos utilizados no modelo de comercialização de cacau atual.(Importação, Drawback e etc.)

- Restruturação e fortalecimento da CEPLAC, visando assistência técnica de qualidade, desenvolvimento de tecnologias de campo, pesquisas de cacau, agro-industria e etc..

- Compromisso de apoio com participação efetiva nos projetos, "Manejo da Cabruca", Indicação Geográfica do Cacau (IG), Produção de Chocolate, Pagamento de Serviços Ambientais, Cooperativismo e outros.

- Formalização de parcerias com o Estado e municípios com vistas para a recuperação e manutenção das estradas vicinais, para um

melhor escoamento da produção.

- Formalização de parcerias com as mais diversas instituições, com objetivo de formar uma rede de comunicação que fomente o setor agropecuário (Prefeituras, Universidades, Cooperativas, Associações, Sebrae, Fieb, Fecomércio e outros).


- Estabelecimento de pólos regionais da FAEB-SENAR, visando melhorar o relacionamento com a sua base (Sindicato-Produtor Rural).

sábado, 6 de junho de 2015

A Fiol e o Porto Sul devem ser priorizados, diz Júlio Busato


Júlio, sócio no Grupo Fazenda Busato e pres. da Associação dos Agricultores Irrigantes da Bahia
Intitulado cidadão baiano no último mês de maio, o engenheiro agrônomo e empresário Julio Cézar Busato, nascido há 54 anos no município de Casca, Rio Grande do Sul, chegou à Bahia em 1988 logo após terminar o curso superior. Ao se instalar no estado com sua família, ele arrendou uma fazenda de 880 hectares, no município de São Desidério, Oeste baiano, para realizar a cultura irrigada. Hoje já são 45 mil hectares distribuídos pela região em que o Grupo Busato, formado por Júlio, seu pai e os irmãos Roberto, Marcos e André, cultiva o algodão, milho, soja e feijão. Além do negócio familiar, o empresário ainda administra assuntos sociais, culturais e políticos por meio da presidência da Associação dos Agricultores Irrigantes da Bahia (Aiba), assim como na vice presidência da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abapa) e vice presidência do Instituto PensarAgro.

O que sentiu ao receber o título de cidadão baiano?

Foi gratificante e emocionante. Na verdade já me considerava baiano há muito tempo, de coração e de trabalho, já que estou aqui há 27 anos. É um grande reconhecimento tanto em relação as fazendas, das plantações do Grupo Busato, como também da parte dos trabalhos sociais, que realizamos no Oeste por meio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Como foi sua trajetória desde que começou a cultivar no Oeste? Quais foram os desafios?

Somos um grupo familiar: pai e quatro irmãos contando comigo. Trabalhamos juntos desde o começo, quando éramos agricultores ainda no Rio Grande do Sul. Depois de me formar em agronomia percebi que precisávamos expandir, foi aí que fui conhecer o Mato Grosso, em 1988, e depois a Bahia. A ideia era fazer agricultura irrigada e percebi que o mercado daqui era maior, que tinha mais possibilidades. Além disso o povo nos acolheu. Há 27 anos era tudo muito diferente, para você ter ideia o município de Luis Eduardo Magalhães era isolado e tinha apenas um posto de gasolina que funcionava no meio do serrado. Hoje tem quase 1oo mil habitantes e é a maior arrecadação do Oeste, sendo o terceiro IDH da Bahia, isso é muito importante. Nessa época, quando chegamos, a região Oeste plantava 200 mil hectares de soja, hoje planta 2.2 milhões de hectares com várias culturas como milho, algodão, café e outras mais. Nós, da família, conseguimos crescer, plantamos mais de 45 mil hectares e geramos mil empregos diretos, que para mim é nosso grande legado. São operadores de máquinas que iniciaram com pequeno trator e hoje operam com máquinas agrícolas, do que tem de melhor no mundo. Foi um ganho muito grande para todos, e que continua crescendo, principalmente com a tecnologia.

Em relação à tecnologia, quais foram os investimentos e o que tem sido usado de mais moderno nas plantações?

Na tecnologia o investimento é enorme. Temos máquinas agrícolas que custam mais de R$ 2 milhões, mas precisamos investir sempre para ficarmos mais produtivos e competitivos. Existe no mercado toda uma tecnologia. Temos agora o Bahia Farm Show, uma feira de tecnologia agrícola e de negócios que apresenta os melhores equipamentos, no município de Luis Eduardo Magalhães. São máquinas que foram lançadas nos EUA e Europa, mas que nós também temos disponíveis para os produtores que querem melhorar a competitividade e a produtividade. É um processo dinâmico que vai acontecendo. O investimento é alto, mas tudo é uma questão se ele se justifica ou não. Se tem retorno tem que ser feito. E normalmente o retorno é em cinco anos, mas tem que ir avançando na competitividade. Os paises não estão esperando. A África, Vietnã e China estão se modernizando, temos que acompanhar e tornar a agricultura eficiente.

Que realidade vive hoje a agricultura baiana, quais os desafios com esse momento da economia?

A agricultura é o terceiro PIB da Bahia. Primeiro é o polo petroquímico, depois a celulose. Mas temos que entender que a agricultura não é só uma questão de dinheiro, é de produzir alimento. Quanto ao momento da economia, a agricultura não é uma ilha e claro que sente, mas não vai impactar tanto porque o mundo precisa de comida. Principalmente na soja os preços devem se manter, no algodão não deve mudar muito, e temos de olhar para o horizonte. O que precisamos ver hoje, urgentemente, é a questão da legislação trabalhista. Estamos perdendo em competitividade. Nossa indústria é em céu aberto e vivemos a sazonalidade. Se não colhermos quando tem de colher, o grão se perde, a fibra apodrece. No nosso caso tem de se entender que quando chove não conseguimos trabalhar e precisamos compensar quando chega a colheita e o tempo é favorável. Temos que fazer a nossa colheita como ocorre na Austrália, EUA e Argentina. Temos que alterar a legislação para permitir que a se possa trabalhar quando pudermos, sem perda do trabalhador. Inclusive, eles estão juntos com a gente, querem a mesma coisa porque querem ganhar mais também. Isso implicaria em trabalhar mais tempo, de 12 a 14 horas. Tem que flexibilizar para o trabalhador da agricultura. Não pode tratar coisas diferente de forma igual. Não temos barracão. Na hora de colher temos que colher e isso nos obriga a ter um numero enorme de máquinas. A agricultura no Brasil, e na Bahia, está produzindo alimentos em quantidade e qualidade e de custo muito baixo quando comparado a outros países. É uma atividade importante que gera emprego e renda. O Brasil não perdeu a capacidade de investir, só esta reduzindo. Um dos grandes problemas que vivemos até hoje, que já começou errado é a questão de transporte e logística, com investimento nessas áreas muita coisa se resolve.

Quais são essas soluções? A construção da Fiol é uma delas?

Com certeza. Prioridade é prioridade e a Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul devem ser priorizados. Logística e transporte são o grande ponto onde dói para a agricultura da Bahia como um todo. A Fiol deu uma parada, mas ela é de importância vital. A Fiol vai ser um grande corredor de desenvolvimento para toda a região. N ão é só para agricultura, e sim para todo o desenvolvimento da Bahia, é extremamente necessária. Eu, como vice presidente a Abrap e do Instituto PensarAgro, que trabalha com a frente parlamentar da agricultura, vou defender a ferrovia e o Porto Sul, Hidrovia do São Francisco, a Ferrovia Transnordestina e o termino da BR-020, na parte da Bahia que não foi concluída e deveria chegar até Barreiras. Mas felizmente parece que vai ser incluída no PAC III e isso vai melhorar muito. A partir daí, a agricultura do estado será muito mais competitiva, mas é só uma questão de tempo.

Como é dividir o tempo entre tantas atividades, além dos negócios da família?

Eu gostaria mesmo era de estar na minha fazenda produzindo e trabalhando, que é o que gosto de fazer, mas precisamos trabalhar nas questões como a social e ambiental que tem envolvimento no nosso negócio. A Aiba, por exemplo, é muito importante. A associação foi criada para ser um canal de conversa com o governo em todas as esferas: federal, estadual e municipal. Além de difundir tecnologia e conduzir as necessidades dos 13.300 mil associados, em 1,800 milhão de hectares plantados. Estamos fazendo várias ações não só na parte de tecnologia e de produção quanto na parte social e ambiental. Temos trabalhado em vários sentidos, na parte de tecnologia criamos o programa fitossanitário na Bahia, para manejo da Helicoverpa armigera, no ano retrasado. Em parceria com outras associações criamos muitos trabalhos, como com a Secretaria do Meio Ambiente. Precisamos conscientizar também o produtor, que tem que produzir, mas tem que preservar também.

Quais foram os prejuízos com a lagarta nas fazendas? E com a seca? Já superaram os danos?

A cultura carro-chefe do Grupo Busato é o algodão, depois soja, milho e depois feijão. A lagarta no ano retrasado nos causou um grande susto. Era uma praga nova que migrou para o Brasil. Não tínhamos mecanismos de controle porque não conhecíamos a lagarta. Mas as associações foram pesquisando para combater e rapidamente nos unimos e criamos o programa que nos dá segurança para conviver com a praga. Mas o problema é que ela aumenta o custo da produção em US$ 100 na soja e US$ 300 no algodão, mas não tem jeito e agora estamos buscando alternativas para reduzir os custos, já que ela não vai deixar de existir mais. Já em relação à seca, depois de 10 anos, não foi problema de falta de chuva, mas de distribuição. Tivemos perda, mas não foi significativa e a tecnologia e as melhorias que fizemos na fertilização e aumento de matéria orgânica do solo mostrou que em 30 dias conseguimos superar com pequenos danos coisa que ha 20 anos seria um desastre.

Qual é a proporção de exportação e importação dos grãos? por quanto vende para o mercado externo?

A exportação da soja é mais estável, ou seja, 55% é exportada. O algodão depende muito do preço do mercado interno e externo, entra aí a questão do dólar, mas normalmente exportamos 40%. De um total de produção, como caroço de algodão, fibra de algodão, milho e soja, 70% fica no mercado interno. Então fornecemos para o complexo agrícola e suvinícola da Bahia, em Feira de Santana e Vitória da Conquista, e o restante vai para nossos grandes clientes que são Ceará e Pernambuco. Percebe aí a importância da ferrovia e hidrovia do São Francisco? Precisamos disso para a gente transportar sem precisar levar de caminhão, que é um modelo errado para o Brasil. Hoje nosso competidor maior no mercado externo, que é o produtor americano, ele coloca uma tonelada de fibras ou grão por US$ 25 em navio e nós gastamos para colocar uma tonelada de soja, US$ 60. Para uma tonelada de algodão, pelo Porto de Santos, é na faixa de US$ 95. Isso tira a competitividade, já que nosso grande mercado, que é a China, no caso da soja; Indonésia e os asiáticos, no algodão, vão querer comprar de quem vede mais barato, pode ter certeza. Mas temos a felicidade que na Bahia temos produtividade grande de algodão, soja e milho. No caso do algodão produzimos o melhor do mundo, o que dá uma vantagem, mas precisamos melhorar o transporte.

Qual a expectativa para a próxima safra, vai crescer este ano?
Agora as chuvas se encerraram e só voltam a cair em outubro, quando se inicia o próximo plantio. Devemos crescer 1,5% ao ano. Estávamos crescendo 5 % ao ano, mas a partir do ano retrasado avançamos menos. Mas o crescimento vai voltar, sem dúvida Temos mais três milhões e meio de hectares que ainda podem ser cultivados no Oeste do estado. E esse crescimento vai ser respeitando o meio ambiente. Vamos orientar o produtor para que ele esteja legal para poder avançar no plantio. Esses três milhões podem ser usados em termelétrica, pecuária, silvicultura, energia eólica, enfim, tem muita coisa que ainda pode ser explorada. Saiu um trabalho muito bem elaborado pela Embrapa, que mostra as possibilidades de crescimento da Matopiba. Mas é preciso acabar com a falta de infraestrutura, logística e transporte. A partir disso o restante vem a reboque. A Aiba está em 11 municípios, e tem local que não está tão bem, como Jaborandi, Baianópolis, e outros lugares. Essas regiões precisam se desenvolver e a agricultura tem essa capacidade. Se tem uma área que não produz nada e passa a gerar, no caso do algodão, R$ 8 a R$ 9 mil por hectare de geração de renda, é preciso investir mais, com mão de obra, por exemplo. Essa é a grande transformação que a agricultura consegue fazer. Hoje quem desenvolve muito bem a agricultura são as regiões de Sorriso, no Mato Grosso, Rio Verde, em Goias e Barreiras, aqui na Bahia. Temos a oportunidade de terras, temos tecnologia e podemos mais que dobrar nossa produção, mas precisamos de melhoria no transporte, logística e legislação trabalhista.